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Nova rede vai unir governos para ampliar proteção às pessoas idosas

Lançada em Brasília, iniciativa integra municípios, estados e União para agilizar o acesso a direitos da população idosa
Alexandre da Silva diz que o principal foco da Rede Nacional de Proteção e Defesa dos Direitos Humanos da Pessoa Idosa é a atuação intersetorial. Foto: Agência Gov

A Rede Nacional de Proteção e Defesa dos Direitos Humanos da Pessoa Idosa foi lançada na quinta-feira (9), em Brasília, pelo Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC).

A iniciativa permitirá a atuação integrada entre municípios, estados e o Governo Federal para ampliar a proteção e garantir o acesso a direitos da população idosa.

Em entrevista à Voz do Brasil, o secretário nacional dos Direitos da Pessoa Idosa do MDHC, Alexandre da Silva, explicou como funcionará essa articulação. A proposta prevê a criação de uma rede de atendimento conforme a esfera responsável por cada demanda.

A iniciativa busca agilizar as respostas e fortalecer a atuação conjunta entre os diferentes níveis de governo, de acordo com a necessidade apresentada em cada caso.

“Se o problema for municipal, vamos criar essa rede no município para que essas entidades, esses órgãos, a gestão municipal, uma secretaria específica, consigam dar resposta o quanto antes. Mas, por vezes, um problema que envolva, por exemplo, uma questão de uma instância estadual, eu já teria de procurar a instância estadual para dar essa resposta ou, muitas vezes, é uma questão ministerial, alguma ação que possa ser garantida por um ministério”, disse o secretário.

ATUAÇÃO CONJUNTA

De acordo com Alexandre da Silva, o principal foco da Rede Nacional de Proteção e Defesa dos Direitos Humanos da Pessoa Idosa é a atuação intersetorial. A proposta é reunir diferentes áreas para solucionar demandas que envolvem mais de um serviço público.

Como exemplo, o secretário citou a dificuldade de uma pessoa idosa para acessar um serviço de saúde. Segundo ele, o problema pode estar relacionado ao transporte ou até à dificuldade de leitura, fatores que comprometem o deslocamento e o acesso ao atendimento.

“Um exemplo: pode acontecer uma dificuldade da pessoa idosa em acessar um serviço de saúde. Isso pode ser decorrente do transporte, isso pode ser decorrente da dificuldade dela em ler. Então, ela não consegue, muitas vezes, pegar um ônibus ou chamar um táxi porque ela não consegue ler. E aí pode ser um outro problema: o transporte em si, que pode estar disponível ou dificultoso naquela região. Então, a resposta intersetorial é o ponto central”, frisa Alexandre da Silva.

Com informações da Agência Gov.