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Terceiro investigado por estupro coletivo de adolescente se entrega à polícia no Rio

Caso ocorreu em Copacabana e envolve cinco jovens investigados por estupro e cárcere privado
O suspeito é filho do ex-subsecretário de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos do estado, José Carlos Simonin, que foi desligado do cargo após a repercussão do caso (Foto: Fernando Frazão | Agência Brasil)

A Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro prendeu mais um suspeito investigado no caso do estupro coletivo cometido contra uma adolescente de 17 anos, em Copacabana. O terceiro foragido do caso se apresentou espontaneamente nesta quarta-feira (4), acompanhado do seu advogado.

Vitor Hugo Oliveira Simonin, de 18 anos, é filho do ex-subsecretário de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos do estado, José Carlos Simonin, que foi desligado do cargo após a repercussão do caso. O imóvel onde o crime ocorreu pertence à família do jovem e funcionava como apartamento de temporada.

Segundo as investigações, cinco homens teriam participado da ação. Um deles é menor de idade e, até o momento, não há mandado de prisão expedido contra ele. Dois suspeitos já foram encaminhados ao sistema prisional nesta terça-feira (2). Outro investigado, Bruno Felipe dos Santos Allegretti, também deve se entregue nesta quarta à polícia. De acordo com a delegacia, tratativas estão em curso com os advogados.

Os envolvidos respondem por estupro com agravante pela idade da vítima e também por cárcere privado.

Como aconteceu o crime

Conforme o relato apresentado às autoridades, a adolescente foi convidada por um colega para ir ao apartamento em Copacabana. No local, o adolescente propôs realizar atos sexuais; ao recusar, a jovem foi trancada e sofreu a violência no quarto do apartamento.

O caso levou à abertura de outras apurações. De acordo com o delegado titular, Ângelo Lages, um dos investigados também é alvo de inquérito por outro episódio envolvendo denúncia de violência sexual ocorrida em outubro de 2025, durante uma festa. A suposta vítima e familiares prestaram depoimento, e a polícia instaurou procedimento para apurar os fatos.