Menu

Polícia de Santa Catarina conclui investigação sobre morte do cão Orelha

Orelha teria sido morto por um adolescente, enquanto Caramelo, outro cachorro que morava na região, foi atacado por outros quatro jovens.
Foto: Reprodução / Redes Sociais

A Polícia Civil de Santa Cantarina concluiu, nesta terça-feira (3), o inquérito sobre a morte do cão Orelha e a tentativa de afogamento do cachorro Caramelo, ocorridos na Praia Brava, em Florianópolis. A investigação aponta adolescentes como responsáveis nos dois casos.

Um adolescente foi apontado como agressor de Orelha e outros quatro no ataque ao cachorro Caramelo. A Polícia Civil entendeu que, nos dois casos, os jovens cometeram atos infracionais análogos ao crime de maus-tratos.

Orelha era um cão comunitário que recebia cuidados de diferentes moradores da Praia Brava, bairro turístico da capital catarinense. O animal foi encontrado agonizando no dia 4 de janeiro, mas não resistiu aos ferimentos. A crueldade do caso chocou o país, que mobilizou atos pedindo justiça em diferentes cidades.

As investigações iniciais da Polícia Civil apontaram um grupo de quatro adolescentes como suspeitos de terem agredido o cachorro. Contudo, a participação de três deles neste caso foi descartada. O laudo pericial concluiu que Orelha foi atingido na cabeça com um objeto contundente.

Os nomes, idades e localização dos suspeitos não foram divulgados pela investigação, em respeito ao Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que prevê sigilo absoluto nos procedimentos envolvendo pessoas abaixo de 18 anos.

Além disso, estão sendo investigados três adultos, sendo dois pais e um tio dos adolescentes, suspeitos de tentar coagir uma testemunha, o vigilante de um condomínio, durante a investigação do caso.