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Cartunista Jaguar morre aos 93 anos, no Rio de Janeiro

Jaguar estava internado devido a uma infecção respiratória que evoluiu com complicações renais.
O cartunista era reconhecido por seu trabalho no jornal satírico O Pasquim-Foto: ABI

O cartunista Sergio de Magalhães Gomes Jaguaribe, conhecido como Jaguar, morreu neste domingo (24), no Rio de Janeiro. Aos 93 anos, ele estava internado no Hospital Copa D’Or por causa de uma infecção respiratória, que evoluiu para complicações renais. Conforme a unidade de saúde, Jaguar recebeu cuidados paliativos nos últimos dias.

Até o momento, não foram divulgadas informações sobre velório e enterro.

“O Hospital Copa D’Or informa, com pesar, o falecimento do Sr. Sérgio de Magalhães Jaguaribe, conhecido como Jaguar, aos 93 anos, na tarde deste domingo. O paciente se encontrava internado em razão de uma infecção respiratória, que evoluiu com complicações renais. Nos últimos dias, estava sob cuidados paliativos. O hospital se solidariza com a família, amigos e fãs por essa irreparável perda para a cultura brasileira”, disse a nota da instituição.

Jaguar se tornou famoso como um dos criadores do jornal satírico O Pasquim, em 1969, que apresentava conteúdo crítico à Ditadura Militar no Brasil. Um de seus personagens mais conhecidos, o ratinho Sig, foi mascote do jornal. O artista chegou a ser preso e enfrentou processos durante o período do regime militar.

Sua carreira começou em 1952, aos 20 anos, com desenhos publicados na revista Manchete. Além de O Pasquim, Jaguar também trabalhou em diversas revistas e jornais, como Senhor, Civilização Brasileira, Pif-Paf e Tribuna da Imprensa, colaborando com nomes como Ziraldo, Millôr Fernandes, Henfil e outros mestres das artes gráficas.

O cartunista também lançou livros, entre eles “Átila, você é Bárbaro” e “Ipanema, se não me falha a memória”.