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Governo estuda tornar CNU uma política permanente com edições a cada dois anos

A ideia de realizar o concurso a cada dois anos é uma forma de evitar grandes lacunas na contratação de servidores e promover uma reposição constante
A informação foi dada pela ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck (Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil)

Com o objetivo de estruturar o concurso de forma semelhante ao Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), o Governo Federal pretende transformar o Concurso Público Nacional Unificado (CPNU) em uma política de Estado permanente, com edições realizadas a cada dois anos. A informação foi dada pela ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck, em entrevista concedida nesta terça-feira (8), durante o programa Bom Dia, Ministra.

Segundo Dweck, o objetivo é estruturar o CPNU de forma semelhante ao Enem. Faz a primeira edição, aperfeiçoa pra próxima. Nossa ideia é que a gente possa deixar tudo pronto para que essa política se torne uma política permanente”, afirmou.

A ministra explicou que, por ser ano eleitoral, não haverá edição do concurso em 2026. Por isso, o próximo CPNU está programado para 2025, como forma de manter a periodicidade e garantir o planejamento da seleção pública de forma mais eficiente e contínua.

Para a realização da segunda edição do CPNU, o governo contará com uma parceria mais próxima da Escola Nacional de Administração Pública (Enap). A instituição foi responsável pela contratação da banca organizadora e assumiu parte da execução do concurso, em colaboração com o Ministério da Gestão e da Inovação, que continua responsável pela condução geral da política.

A ideia de realizar o concurso a cada dois anos é, segundo a ministra, uma forma de evitar grandes lacunas na contratação de servidores e promover uma reposição constante, com concursos menores, porém mais frequentes. “O ideal para o serviço público são concursos com menos vagas para cada área, mas, somadas, muitas vagas, e de forma mais perene e mais frequente, para que a gente não tenha grandes choques de gerações”, explicou.