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17 de julho de 2024

Bolsonaro perdeu a oportunidade de falar sobre a integração do Brasil com o mundo

O discurso de Bolsonaro foi o mais mal escrito da história da República.

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O discurso do presidente Bolsonaro na ONU foi o mais mal escrito da história da República. Com péssima redação, foi um ajuntamento de frases já conhecidas pelos brasileiros e mais nada.

Ataque às instituições, negacionismo sobre a Covid-19, contra o isolamento social na pandemia. Sem ser vacinado, tentou dizer ao mundo que remédio para verme e para malária pode ser usado como prevenção. Citou ele mesmo, esquecendo que já foi contaminado pelo coronavírus.

Sobre a Amazônia, ao invés de propor um pacto para proteger a floresta, disse que reduziu em 32% o desmatamento. As redes de televisão CNN e BBC exibiram ao vivo a floresta em chamas. Os rios secos e as queimadas são problemas vários estados brasileiros.

Para cada picuinha caseira de Bolsonaro, uma crítica surgia da imprensa mundial. O presidente falou para seus seguidores, uma opção simplista. Poderia como Chefe de Estado ter tido um radar mais amplo para inserir o Brasil no contexto mundial, vendendo nossas commodities e a nossa indústria.

Encerrada a passagem de Bolsonaro pelos Estados Unidos, ficou um vazio e a agonia de estar numa cidade onde não pode ser hóspede, se alimentar e circular sem um cartão de vacinação.

Para os que acompanharam, o próprio material liberado pelo gabinete presidencial nos pareceu uma agonia, uma crise a cada momento. Tudo atrapalhado, atabalhoado, desordenado.

Bolsonaro atingiu pelo menos uma meta: ser atração pelo negacionismo e contrapor o mundo, tentando ser diferente. Os próximos dias dirão se a estratégia política recebeu aceitação.

O que os brasileiros perceberam foi um presidente sem ter do que se orgulhar do seu governo. Não citou uma grande realização em qualquer área. Pior, ainda encontrou tempo para dizer que o Brasil estaria se tornando um país socialista, como se a social democracia exercida na maioria dos países fosse crime.

O Brasil, como qualquer nação democrática, tem o presidente que seu povo elege. Suas palavras têm peso, consequências e podem definir o futuro da nação. O texto foi pobre.

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