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16 de julho de 2024

Bolsonaro entrega governo ao “Centrão” em manobra para salvar seu governo que está afundando.

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Não deve ter sido fácil para o presidente Bolsonaro tomar a decisão de entregar seu governo e o Diário Oficial ao chamado “Centrão”, um bloco de partidos e parlamentares que tem dado as cartas no Brasil dentro do regime presidencialista. Bolsonaro foi eleito jurando estirpar, destruir o centrão, que para seu grupo era o fomentador da roubalheira ou assalto aos cofres públicos. O Central tem, agora, ministérios e o Diário Oficial, é o poder completo.

Trazendo para o exemplo municipal, o centrão existe nas câmaras municipais. O prefeito de Aquiraz, Bruno Gonçalves, diz que não governa porque um grupo de vereadores que forma a maioria  não deixa. Em Juazeiro do Norte, o prefeito eleito e já cassado, Gledson Bezerra, saído do Centrão da  Câmara da cidade está revoltado com os ex-colegas. Em Maracanaú e Eusébio, os prefeitos tiveram que pedir a população para não votar em vereadores corruptos do centrão e elegeram a maioria. As cidades melhoraram. Em Maracanaú, a maioria correta denunciou um presidente da casa corrupto. Cassaram o corrupto do cargo e o entregaram à polícia. O Centrão é uma praga e ao mesmo tempo um antídoto, depende do governo de plantão. Bolsonaro que pertenceu a Câmara Federal por 28 anos conhece bem.

As demonstrações públicas na qual o governo vai bem, é realizador e tem grandes resultados, não bate com o levantamento real, os relatórios do TCU e de outros órgãos de fiscalização. Pior, a classe política e o povo também não confirmam tais realizações. Os passeios de motos que se tornaram eventos políticos só aceleram a empolgação dos grupos de whatsapp que mantém vivo o governo e a imagem de um presidente que insiste em investir no isolamento político.

A chegada do Centrão ao comando político do Palácio do Planalto vai garantir a governabilidade política com controle absoluto da maioria no Congresso Nacional o que faz evitar impeachment e cria raízes políticas nos estados, algo que o governo nunca se preocupou, pelo contrário, o governo Bolsonaro se tornou inimigo dos governadores, prefeitos e deputados. A imagem do presidente nos estados e municípios é a de ter negado a vacina, o auxílio emergencial de R$ 600 e responsável pelo corte de recursos para a educação e saúde.

Há um ano e meio de concluir o mandato, o governo Bolsonaro pode, ainda, fazer um “cavalo de pau” e inverter a curva de descrédito e impopularidade. O Centrão tem mestres na arte de governar, só é necessário conter a gula e olhar bem para o cofre. Os escândalos do passado remetem a obrigação de ter juízo.

Bolsonaro foi eleito para conter a corrupção. Não conseguiu. O eleitor lhe confiou o poder de construir um Brasil com pleno emprego. Bolsonaro não conseguiu. A pandemia seria grande oportunidade para exibir um governo realizador. Bolsonaro foi na contramão, sendo contra medidas sanitárias, como evitar aglomeração, cuidar dos doentes com tratamento seguindo protocolos mundiais e abominou comprar vacinas na hora certa. Nunca é tarde para um recomeço, quando se pretende alcançar metas pedindo desculpas ao contribuinte.

Mais uma trapalhada de Mayra Pinheiro

A médica Mayra Pinheiro,
secretária de Gestão do Trabalho do Ministério da Saúde, é uma pessoa que não se pode levar a sério. Vazou um vídeo onde ela pede ajuda a um colega médico para responder perguntas sobre uso de cloroquina na CPI da COVID-19. Até aí tudo bem. Antes de encerrar a conversa, surge a Mayra que ganhou a alcunha de “capitã cloroquina”: “Dr. me sugere cinco perguntas boas, para cinco senadores me perguntarem, eles são do governo. Será assim. eles cruzando e eu fazendo gol”. Triste para os senadores e ridículo para uma secretária de estado.

Dobradinha entre Aderlânia e Edinho em Banabuiú

A deputada estadual Aderlânia Noronha, conquistou mais um colégio eleitoral: Banabuiú. Fechou acordo com o correto prefeito Edinho Nobre que faz gestão exemplar. Edinho Nobre votava no deputado Osmar Baquit. Para federal, segue com  o deputado Mauro Filho, onde fazem dobradinha há muitos anos. A deputada Aderlânia Noronha, tem como base o município de Parambu, nos inhamuns.

Ciro Gomes lança no Facebook a série “Em busca do Brasil Profundo”

A Guerra de Canudos já rendeu filmes, peças teatrais e livros, incluindo “Os Sertões”, um dos maiores clássicos da nossa literatura, escrito por Euclides da Cunha. Mas será que aprendemos as lições dessa guerra? Pergunta Ciro Gomes. Ciro criou um série, em vídeo, e batizou de “Em Busca do Brasil Profundo”. O vídeo 1º vídeo está no Facebook do pré-candidato do PDT. É uma aula.

PTC sai do controle de Tomas Holanda

A Direção Nacional do PTC, resolveu nomear uma nova executiva do partido no Ceará. O Vice-presidente nacional do partido, Fábio Bernardino, esteve pessoalmente em Fortaleza para sacramentar a decisão. Tomás Holanda está fora do comando. O administrador e de empresas,  Carlos Kléber, gestor de Planejamento e gestão do ISSEC no Ceará, assumiu o partido. O PTC apoiou o capitão Wagner na eleição municipal. Agora, “o partido estará alinhado e seguirá junto com o candidato do Abolição em 2022”, disse Carlos Cléber após conversar com Roberto Cláudio e a cúpula do PDT cearense.

Guarderia na beira mar vai começar a ser construída na praia do Mucuripe e área ficará sem sucatas de barcos

Batido o martelo. A guarderia da nova avenida Beira Mar será na praia do Mucuripe e não na praia do Náutico. O secretário da Regional II, competente gestor e homem de diálogo, está conversando com pescadores e explicando os benefícios e pedindo o aval para retirar restos de barcos que ficam na praia. A guarderia terá oito abrigos para colocar embarcações dos próprios pescadores e será respeitado o espaço dos carpinteiros da praia.

Bolsonaristas do Ceará sem prestígio com Bolsonaro

O Rio Grande do Norte tem dois ministros, o Piauí, a Paraíba,  a Bahia e Pernambuco tem um ministro cada. Os bolsonaristas do  Ceará tem um cargo de quarto escalão com Raimundo Gomes de Matos na SUDENE. É muito pouco. O DNOCS está sob controle de Pernambuco e o BNB é indicação técnica, cota do ministro Paulo Guedes.

Por,
Roberto Moreira

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