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Bolsonaro diz acreditar em “milagre” para não ser condenado por tentativa de golpe de Estado

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) disse ainda acreditar que não vá ser condenado no Supremo Tribunal Federal (STF) por tentativa de golpe de Estado. Em entrevista ao UOL nesta quarta-feira (14), ele afirmou que “ainda acredita em milagre e acredita em Deus”. O ex-chefe de Estado, além de outras 20 pessoas ligadas a ele, são réus no Supremo e podem ser presos.

Para as eleições de 2026, Bolsonaro ainda se coloca como o principal candidato da direita, apesar de estar inelegível. De acordo com ele, o presidente do PL Nacional, Valdemar Costa Neto, também tem defendido que, “até os 48 minutos do segundo tempo”, o candidato é o ex-presidente, que ainda pode recorrer da decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). “O Valdemar é uma pessoa que tem compromisso e honra a sua palavra”, disse.

Caso sua inelegibilidade se mantenha, no entanto, o líder máximo da extrema-direita brasileira deverá apoiar outro candidato. A possibilidade de ele lançar sua candidatura e colocar como vice sua esposa Michelle Bolsonaro ou o seu filho Eduardo Bolsonaro, ambos do PL, tem sido ventilada. Quando a Justiça Eleitoral impugnasse sua postulância, o vice assumiria. “Essa hipótese, se existir, é até bom que não seja revelada”, reconheceu Bolsonaro.

“A Michelle não pediu para entrar em pesquisas, botaram o nome dela. E ela tem aparecido na frente do Lula. Dentro da margem de erro, mas tem aparecido. Quem é a Michelle? Pessoa que, como primeira-dama, foi exemplar”, elogiou.

Sobre o seu filho, deputado federal, Bolsonaro lembrou que ele está nos Estados Unidos e que, apesar de aparecer nas pesquisas, está atrás de Lula. “Tem muito tempo até lá. Não posso bater o martelo agora. Certas coisas, se você externar, vou deixar de ser uma pessoa procurada”, finalizou.

Perguntado acerca de outros possíveis candidatos, como os governadores de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos); de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil); de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo); e do Paraná, Ratinho Jr (PSD), o ex-presidente disse esperar que eles questionem o porquê de ele estar inelegível.