O Podemos anunciou Bismarck Maia, prefeito de Aracati, como o presidente do partido no Ceará. O gestor fazia parte do Partido Democrático Trabalhista (PDT), mas deixou a legenda mirando os novos arranjos políticos já de olho das eleições municipais de 2024. “Já aproveito a oportunidade para convidar você, de todos os municípios, da Capital e do Interior, para a gente poder começar a conversar sobre eleição municipal”, disse Bismarck Maia em vídeo divulgado no Instagram.
Seu filho, Eduardo Bismarck (PDT-CE), está na liderança da bancada federal cearense. Importante liderança no litoral leste do Estado, a ida para o partido de centro-direita representa também uma vitória do senador Cid Gomes (PDT) pelo comando da sigla no Estado.
Ver essa foto no Instagram
A saída de Maia do PDT ocorre em meio a conflitos internos no partido e com especulação de saída de outros quadros importantes. Um dos nomes cotados para deixar a sigla é o presente da Assembleia Legislativa, deputado Evandro Leitão. Evandro ganhou, nos últimos dias, força para disputar a Prefeitura de Fortaleza no próximo ano. Porém, tem encontrado resistência no PDT, que deve lançar a candidatura a reeleição de José Sarto. Leitão recebeu elogios de membros do PT. O Podemos também é tratado como uma das possibilidades para filiação de Evandro.
O desenho é reflexo do cenário que hoje divide o PDT cearense em dois grupos: um alinhado ao governador Elmano de Freitas e outro ao ex-prefeito de Fortaleza Roberto Cláudio. Apesar de afastar rumores de saída do PDT, Evandro não esconde a insatisfação com o próprio partido.
Em pouco menos de um ano estará aberta a janela partidária e deputados poderão trocar de partido para concorrer ao próximo pleito municipal sem perder seus respectivos mandatos. A janela ocorre a cada ano eleitoral, por um prazo de 30 dias, seis meses antes do pleito. A regra foi regulamentada pela Reforma Eleitoral de 2015 e se consolidou como uma saída para a troca de legenda, após a decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que determinou que o mandato pertence ao partido, e não ao candidato eleito. Desse modo, a decisão do TSE estabeleceu a fidelidade partidária para os cargos obtidos nas eleições proporcionais (deputados estaduais, federais e vereadores).
