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18 de julho de 2024

Av. Alberto Craveiro, em Fortaleza, passa por readequação de velocidade para reduzir acidentes

Avenida registrou, de janeiro de 2019 a maio de 2023, 239 acidentes, sendo 11 fatais, 202 com vítimas feridas e 13 atropelamentos
Foto: Governo do Ceará/Divulgação

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A Prefeitura de Fortaleza iniciou nesta semana o projeto de segurança viária na Avenida Alberto Craveiro. O objetivo da medida é reduzir o número de acidentes a partir da implantação de novas regras de circulação que serão instaladas ao longo da via, no trecho compreendido entre a rotatória da Arena Castelão e Rua São Pedro. O programa começou a ser executado na noite desta quinta-feira, 29.

Reconhecida por concentrar importantes polos geradores de viagens, a Avenida Alberto Craveiro terá a sinalização renovada em 30 cruzamentos, dois novos semáforos com tempo para pedestres, 22 vagas de estacionamento, revitalização da pintura no entorno de escolas e prolongamento de calçada para facilitar a travessia de quem anda a pé. As intervenções também incluem a readequação da velocidade, que é considerada a principal iniciativa para preservar vidas no trânsito.

“Ao ajustarmos o limite máximo de 60 para 50 quilômetros por hora, estaremos aumentando em 10 vezes a chance do pedestre sobreviver no caso de um atropelamento. Isso quer dizer que, quanto maior a velocidade, menor é o tempo de reação diante de qualquer interferência que venha a surgir no trânsito”, alerta Antônio Ferreira, superintendente do órgão.

FATOR DE RISCO

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o excesso de velocidade é o fator responsável por uma a cada quatro mortes no trânsito. Por esse motivo, Fortaleza tem adequado o limite em vias com alta taxa de acidentalidade viária e significativo volume de tráfego. Há um período educativo de três meses para motoristas se adaptarem à mudança. “Uma readequação da velocidade não impacta no tempo de viagem, visto que aumenta apenas 6 segundos por quilômetro, mas é indispensável para salvar vidas”, reforça o gestor.

Os resultados dessa política são comprovados estatisticamente. Exemplo disso é que a Avenida Leste-Oeste, primeira da Capital a operar com 50 quilômetros por (km/h), registrava uma média de 11 óbitos por ano. Em 2022, não registrou nenhuma morte. Nas demais, houve uma queda de 68,1% nos acidentes fatais.

De acordo com levantamento da AMC, a Alberto Craveiro registrou, de janeiro de 2019 a maio de 2023, 239 sinistros totais, sendo 11 fatais, 202 com vítimas feridas e 13 atropelamentos. Receberam o mesmo projeto, este ano, vias como Dom Manuel, Aguanambi, Porto Velho, 13 de Maio e Pontes Vieira. De acordo com o cronograma de execução do órgão, os próximos serão nas avenidas I, no bairro Prefeito José Walter, e Carneiro de Mendonça, no Demócrito Rocha.

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