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17 de julho de 2024

Autoridades do Executivo e Legislativo brasileiros se manifestam sobre Rússia-Ucrânia

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Presidentes da Câmara e Senado e de comissões de relações exteriores se manifestaram pelo Legislativo. No Executivo, tema virou embate entre Bolsonaro e Mourão

Rodrigo Rodrigues
rodrigo.rodrigues@opiniaoce.com.br

Hamilton Mourão (Foto: Divulgação)

A escalada de tensão entre Rússia e Ucrânia ganhou a pauta do noticiário mundial e vem gerando embates, também, na política brasileira. Desde que o conflito explodiu, na quinta-feira, 24, políticos e lideranças brasileiras têm criticado o posicionamento até então tímido do Governo Federal ou defendido a postura adotada até aqui em relação ao conflito.

Até o final da tarde deste sexta-feira, 25, Bolsonaro havia se pronunciado apenas para se mostrar favorável ao auxílio dos brasileiros que estão no país invadido. O vice-presidente Hamilton Mourão chegou a fazer uma fala mais incisiva, concluindo que o Brasil não está “neutro” e que “respeita a soberania da Ucrânia”.

Em live nas redes sociais, o presidente respondeu. “Quem fala pelo País é o presidente”, disse, sem citar seu vice. O OPINIÃO CE selecionou as principais falas que exemplificam o embate observado por autoridades políticas do Brasil.

“O Brasil não está neutro. O Brasil deixou muito claro que respeita a soberania da Ucrânia […] Tem que haver uso da força, realmente um apoio à Ucrânia, mais do que está sendo colocado. Essa é a minha visão”

Hamilton Mourão (PRTB), vice-presidente do Brasil

“À medida que voltamos à normalidade, assistimos uma escalada sem precedentes entre Rússia e Ucrânia. Neste momento, precisamos de paz, entendimento e que as duas nações busquem os caminhos diplomáticos”

Arthur Lira (PP), presidente da Câmara dos Deputados

“[…] reafirmamos a necessidade de um diálogo amplo, pacífico e democrático com vistas a uma rápida solução negociada que contemple os legítimos interesses das partes envolvidas

Rodrigo Pacheco (PSD), presidente do Congresso Nacional e do Senado

“Nossa convicção é que quanto mais se deteriora uma situação, mais razão existe para o diálogo. O Brasil não pretende contribuir para fazer rufarem os tambores de guerra. Por dentro, eles estão vazios. Nossa posição é a paz”

Adriano Pucci, diretor do departamento de comunicação social do Ministério das Relações Exteriores

“Conversei com o ministro Carlos França cobrando uma manifestação mais clara do governo brasileiro de condenação à injustificada invasão da Ucrânia pela Rússia”

Aécio Neves(PSDB), presidente da Comissão de Relações Exteriores da Câmara

“A invasão da Rússia na Ucrânia, na verdade, é uma invasão destruidora nos corações dos povos civilizados.Já publiquei nota oficial pela CRE/ Senado”

KátiaAbreu (PP), presidente da Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional no Senado

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