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Após tarifaço, Elmano avaliará alternativas para peixes e castanha de caju do Ceará

Governador do Ceará, Elmano de Freitas. Foto: Carlos Gibaja/Casa Civil

O governador Elmano de Freitas (PT) afirmou que, com as tarifas de 50% anunciadas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, o Governo avalia usar peixes e a castanha de caju produzidos no Ceará para alimentação de escolas, hospitais e universidades no Estado, ou no Programa Ceará Sem Fome.

Na assinatura do decreto que estabeleceu a tarifa de 50% sobre a exportação brasileira para o país norte-americano, Trump isentou cerca de 700 produtos. Ao pescado e à castanha de caju, no entanto, foi aplicado o adicional de 40% à taxa já existente de 10%, chegando aos 50% que já haviam sido anunciados pelo Executivo estadunidense.

Ao falar sobre o assunto, Elmano mencionou o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) e o Programa de Controle de Estoques, do Governo Federal, como alternativas para a produção cearense que seria escoada aos EUA. “A aquisição pelo poder público de parte dos produtos está sob a análise tanto do Governo Estadual, como vamos apresentar ao Federal”, disse.

“Podemos pegar a castanha de caju e colocar na merenda escolar, seja na universidade, seja nas nossas escolas, assim como na alimentação dos nossos hospitais e de outros equipamentos”, afirmou.

O governador ressaltou ainda que, no âmbito estadual, o Programa Ceará Sem Fome é outra alternativa. “Podemos discutir de comprar pescado dos produtores cearenses e colocar no almoço que nós damos, 130 mil por dia”, acrescentou.

O ministro do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte, Márcio França (PSB), já havia anunciado a possibilidade de o Governo Federal comprar o pescado cearense para utilizar na alimentação escolar.