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24 de julho de 2024

Após sanções, rublo russo tem desvalorização recorde e Banco Central russo dobra a taxa de juros

Vários países resolveram punir a Rússia pelos seus ataques a Ucrânia e criaram medidas para prejudicar sua economia
Cédula do rublo russo envolta por dólares. Foto: Dado Ruvic/Reuters

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O rublo russo sofreu uma queda recorde em relação ao dólar nesta segunda (28), a moeda desvalorizou 30% em relação ao fechamento na última sexta (25). A baixa ocorreu após nações ocidentais anunciarem uma série de sanções econômicas visando punir a Rússia pela invasão à Ucrânia. 

Líderes da Comissão Europeia, França, Alemanha, Itália, Reino Unido, Canadá e Estados Unidos decidiram banir os bancos russos do sistema Swift, que permite a transferência rápida de dinheiro entre os países. Com o bloqueio, os bancos russos ficam impossibilitados de realizar a maioria das suas transações financeiras, atrapalhando as importações e exportações do país. 

O Japão também limitou as transações que o Banco Central da Rússia (CBR) pode fazer. De acordo com o primeiro-ministro Fumio Kishida, a sanção vai se estender às organizações de Belarus, incluindo o presidente Alexander Lukashenko, pelo fato dos bielorrussos terem se envolvido na invasão à Ucrânia. 

Buscando estabilizar a moeda corrente do seu país, o CBR aumentou sua taxa de juros de 9,5% para 20%, em uma medida emergencial. As autoridades indicaram às empresas focadas em exportações para ficarem a postos para vender moedas estrangeiras. Devido a turbulência no mercado financeiro, o Banco Central optou por manter fechado o mercado de ações no país, nesta segunda (28). 

Outra medida para tentar retomar a economia do país foi a volta da compra de ouro no mercado doméstico. Ainda será feito o lançamento de um leilão de recompra ilimitada, além do alívio de restrições às posições abertas em moedas estrangeiras dos bancos. 

David Mota/Especial para OPINIÃO CE

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