Voltar ao topo

24 de julho de 2024

Apodi: o território do agronegócio

Foto: Reprodução/Paulo Castiglíone

Compartilhar:

O semiárido adverso, de solo pobre, pouca água, sol a pino, temperatura superando os 30°C o ano inteiro, reserva também terra fértil para produção em abundância de commodities.

A Chapada do Apodi é um território de ouro em pleno sertão, um polo de agronegócio que pulsa produtividade e avança no mercado rural.

No Apodi tem o Rei do Milho. O nome dele é Hibernon Maia, agricultor que produz nas suas terras e arrenda milharais por toda Chapada. Sua fortuna tem origem em Limoeiro do Norte, de tradição agropecuária.
Nesse reduto do agronegócio também tem fartura de outros itens. Entre os carros-chefes, na terra onde “tudo dá” está a banana. O Apodi tem a maior plantação e produção da fruta para exportação do Brasil.

Seguimos pelos sabores que aguçam paladares e movimentam negócios e nos deparamos com a pimenta tabasco consumida pelos brasileiros, também plantada na Chapada. Tem ainda melão, melancia e, agora, algodão. O “ouro branco”, que já foi o maior e mais importante produto agrícola do passado no Ceará, voltou a ocupar grandes áreas rurais. A tecnologia ajuda nessa retomada produtiva e blinda contra as pragas que dizimaram plantações em outros tempos.

Impressiona a força da terra da Chapada do Apodi, que faz produzir em abundância e qualidade todas as frutas tropicais. Os irrigantes hoje dividem espaço com grandes empresas, que fazem questão de evitar a mídia, escondendo um tesouro rico. A produção de frutas tropicais de alto padrão infelizmente não chega às feiras livres do Brasil. Caminhões frigoríficos carregados com contêineres levam tudo para o Porto do Pecém, de onde partem os navios que têm como destinos Europa, África e a Ásia.

Não se pode negar a importância dos perímetros irrigados, da transposição de águas, da força do homem do campo. Mas seria muito bom se esse poder produtivo abraçasse mais negócios internos e se o sabor que navega para terras distantes também adoçasse o paladar sertanejo. A crítica é necessária.

[ Mais notícias ]