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19 de abril de 2024

Alece aprova doação de terreno do Acquario para novo Campus da UFC

Com isso, a doação do terreno para a UFC segue para a sanção do governador Elmano de Freitas
Obra do Acquario Ceará. Foto: Divulgação/MPCE

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A Assembleia Legislativa do Estado do Ceará (Alece) aprovou nesta quarta-feira (3) a doação do terreno que seria utilizado para o Acquario Ceará, no bairro Praia de Iracema, na capital Fortaleza, para a Universidade Federal do Ceará (UFC). No local, será construído o Campus Iracema da Instituição, que deverá abrigar o Instituto de Ciências do Mar (Labomar), o Centro Tecnológico de Ciências Naturais (CTCN) e o Instituto de Cultura e Arte (ICA). 

De acordo com o Projeto de Lei (PL), em conformidade com a Lei Complementar n° 296, que instituiu o novo marco legal da gestão de ativos imobiliários do Ceará, as edificações, as benfeitorias e as acessões construídas no imóvel situado na Rua Tabajaras, nº 11, serão transferidas à UFC. Ainda conforme o texto, tal doação possibilitará a integração da Universidade, do Poder Público e das comunidades que habitam a região. O projeto continua, sobre demais objetivos da concessão do terreno à Universidade.

“Com a criação de um espaço interativo e inovador para a educação, o turismo e a cultura, expandindo o conhecimento acadêmico à população, especialmente aos moradores do entorno da Praia de Iracema”.

CAMPUS IRACEMA

Conforme o projeto, o Labomar e o CTCN, além de um novo departamento de pesquisas aberto à exposição, ficarão no local do Acquario. Já o ICA, onde hoje é o espaço dos Correios. No último 2 de fevereiro, a empresa transferiu o terreno para a UFC.

No último dia 29 de dezembro, no momento em que foi divulgado o lançamento do novo Campus, foi informado que o local contará com um aquário virtual e um museu submerso no mar. Conforme a UFC, serão abrigadas experiências imersivas com ambientes de fotorrealismo, presença de inteligência artificial (IA) e realidades virtual e aumentada. Segundo o reitor Custódio Almeida, a mudança de sair de um aquário molhado para um tecnológico, também pesou o fato de ser “ambientalista”. “Sou contra peixe preso em aquário, no máximo para pesquisa, que é o objetivo do Labomar, mas não para entretenimento”, disse.

Custódio explicou ainda que a UFC está estudando a possibilidade de realizar transmissões ao vivo diretamente do fundo do oceano para as telas do Acquario. Serão apresentadas ainda visualizações de ecossistemas marinhos extintos, exposições de fósseis do acervo da Universidade e descobertas arqueológicas. Há também a expectativa de uma sala de cinema que será equipada com projetos de estereoscópio/3D, com capacidade para 100 lugares, e espaços para exibição e manipulação de réplicas físicas de animais e fósseis.

Felipe Barreto

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