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17 de julho de 2024

Alas do PSDB, MDB e Cidadania querem Tasso como vice de Simone Tebet

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Possibilidade foi colocada com alternativa para caso impasse com João Doria não seja resolvido. Intenção da possível aliança entre os três é apressar lançamento da senadora como 3ª via nas Eleições 2022

Kelly Hekally
De Brasília
kelly.hekally@opiniaoce.com.br

Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

Alas do PSDB, MDB e Cidadania – partidos que pretendem compor uma aliança para emplacar um candidato à chamada terceira via para concorrer à Presidência da República em outubro próximo – defendem o nome do senador Tasso Jereissati (PSDB-CE) como solução para compor uma chapa como vice caso João Doria (PSDB-SP) não vá integrar a dupla para as Eleições 2022.

A hipótese foi levantada na semana passada, durante reunião no gabinete do parlamentar cearense no Senado, em Brasília, poucas horas antes de Baleia Rossi, Bruno Araújo e Roberto Freire, presidentes nacionais do MDB, PSDB e Cidadania, respectivamente, anunciarem seguir com a intenção de lançar Simone Tebet (MDB-MS) como nome oficial da terceira via. Até o momento, Tasso Jereissati não se manifestou sobre a possibilidade.

O anúncio do nome da senadora, que por ora deve seguir sozinha na aliança para brigar pela vaga do Palácio do Planalto com Jair Bolsonaro (PL), Lula (PT), Ciro Gomes (PDT), entre outros nomes, caso vá ocorrer, está previsto para esta terça-feira, 24. Também na semana passada, as três siglas discutiram pesquisa interna que aponta, entre outros aspectos, que João Doria tem rejeição de 58%, ao passo que Simone Tebet, 24%.

O número foi determinante para que o PSDB retirasse a intenção de anunciar o ex-governador de São Paulo como cabeça de chapa. Estava prevista para este domingo, 22, uma reunião entre caciques tucanos para mais uma tentativa de diálogo a fim de que João Doria concorde em retirar seu nome e colocá-lo à disposição do PSDB.

A assessoria de imprensa do ex-gestor foi procurada para informações acerca do encontro, mas até o fechamento deste conteúdo não havia retornado. João Doria argumenta que venceu, em dezembro do ano passado, as prévias da legenda, quando disputou com Eduardo Leite (PSDB-RS), que pretende concorrer novamente ao Governo do Rio Grande do Sul.

A sigla argumenta que, apesar de sair vitorioso nas prévias, João Doria não conseguiu se viabilizar nas pesquisas eleitorais de institutos variados, onde aparece com 4% das intenções de votos e soma pelo menos 53% de rejeição, nos levantamentos mais recentes.

Para o partido, com a conjuntura dos dados, não há tempo hábil para o paulista virar o jogo. A discussão pode ser levada ao Tribunal Superior Eleitoral (STE), afirmou João Doria, que chegou a enviar carta a Bruno Araújo no final de semana anterior, citando ser vítima de um golpe de correligionários.

POR QUE COLOCAR SIMONE TEBET
O O MDB enxerga na candidatura de Simone Tebet uma forma de projetar a sigla, considerando a participação feminina nas Eleições para efeito de recursos e boa visão da sociedade. A visão é acompanhada pelos outros partidos da aliança que tenta se consolidar.

A senadora foi junto com Eliziane Gama (Cidadania-MA) um nome de destaque na bancada feminina da Comissão Parlamentar de Inquérito da Covid (CPI da Covid), bem como no grupo em geral.

O MDB contudo não é coeso quanto a Simone Tebet como nome principal: seis dos nove diretórios do partido no Nordeste apostam na sequência da aliança com PT: CE, RN, PI, AL, PB e BA – SE deve acabar também seguindo seus vizinhos. Líder do MDB na Câmara dos Deputados, Isnaldo Bulhões conta com a possibilidade de que a convenção partidária seja adiantada de agosto para julho, caso permaneça um racha na legenda.

Vice-líder do MDB no Senado, Marcelo Castro afirma que, internamente, Simone Tebet tem a prerrogativa de manter ou retirar sua candidatura, mas que o partido como um todo pode optar pelas alianças regionais, a depende dos quadros estaduais.

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