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23 de julho de 2024

Alanna Kecya, ultramaratonista cearense, representará o Brasil no mundial de Berlim

A atleta será uma das quatro representantes brasileiras no mundial, que acontecerá no dia 27 de agosto próximo.
Foto: Arquivo Pessoal

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O esporte cearense vive um momento mágico não só no futebol, mas em outras modalidades que prometem engrandecer o cenário local também em nível mundial. Uma das figuras que representará o Ceará e o Brasil, nestes desafios, é Alanna Kecya Moreira Gomes, de 36 anos. Natural de Quixadá mas que fez morada em Canindé, município do interior do Estado, a ultramaratonista será uma das quatro representantes brasileiras no mundial de Berlim, na Alemanha, no dia 27 de agosto próximo.

“É uma realização para mim, como atleta, e para o nosso Estado, que vai poder ter uma representante em nível internacional. Sei o tamanho da importância que isso tem para a Ultramaratona, que tem ganhado espaço a cada dia. Essa convocação irá nos trazer muitos resultados positivos”, destacou a atleta, em entrevista ao OPINIÃO CE.

A convocação para o maior evento da categoria veio na última sexta-feira de maio, dia 27, após preleção em Indaiatuba, em São Paulo. Ela ficou como a número um nos 100 km. “Existem duas modalidades, a de 100 km e a de 24 horas. A primeira consiste em mulheres percorrerem o máximo de tempo em 9 [horas] e 30 [minutos]. Eu fiz em 8 horas e 58 minutos. Com isso, conseguimos uma vaga para a seleção. Hoje, tenho índice para as duas modalidades, de 100 km e de 24 horas”, explica Alanna, detalhando, ainda, como é sua rotina de treinamentos, na BR 020.

“Já corro há cinco anos. A minha preparação específica para a prova seletiva foi de seis meses. Emagreci 13 kg durante esse período, e desde então não parei mais. É uma preparação constante, diária, em que sempre busco bater meus próprios tempos”, inicia. “Normalmente, se treina, por semana, o volume da prova. Se for a de 100 km, treino este percurso dividido em seis dias, sendo treinos de rodagem, fartlek, ritmados, podendo ser de 10 km a até 50 km por dia. Essa variação é dividida pelo treinador, mas sempre batendo o volume da prova”.

Contagem regressiva

A atleta, que recebe apoio da Prefeitura de Canindé e da Nagel Consultoria, mensalmente, destaca que já se prepara “mentalmente” e “fisicamente” para o desafio. Por ter se destacado, poderá ser acompanhada pelo treinador, Plauto Holanda. Ainda segundo Alanna, a Confederação Brasileira de Atletismo (CNAt) não cobre o valor das passagens, mas não deixa de ofertar apoio à equipe. “Viajamos custeados com seguros, médicos, técnicos, recebemos uniformes e hospedagens. A passagem é por conta do atleta e apoiadores”.

“Não precisamos ter os melhores tênis ou os melhores lugares para treinos. O que precisamos é acreditar e treinar”, finaliza a atleta.

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