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24 de julho de 2024

“Adesão ao bolsonarismo está fazendo mal”, diz Acrísio sobre Capitão Wagner

Wagner é o principal nome da oposição no Ceará.
Foto: José Leomar/ALCE

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O deputado estadual Acrísio Sena (PT) criticou, durante fala na tribuna da Assembleia Legislativa do Ceará, hoje (10), a postura do deputado federal Capitão Wagner (Pros, de saída para União Brasil). Conforme o parlamentar, a relação do policial militar cearense com o presidente Jair Bolsonaro (PL) faz “mal” ao parlamentar. O petista fez referência à atuação de Wagner como vereador de Fortaleza e disse que o ex-colega na Câmara Municipal mostrou, na época, muito “talento político”. Wagner foi eleito vereador da Capital em 2012 com 43.655 votos.

“O Capitão Wagner é um parlamentar que tem talento. Mas, confesso, que a sua adesão ao Bolsonarismo está fazendo mal. A relação entre os dois capitães [Wagner e Bolsonaro] tem sido algo ruim porque está se utilizando do mesmo modus operandi que o capitão de Brasília tem: joga para a plateia sem ao menos fazer análise do que está falando”, criticou Acrísio.

O parlamentar criticou um artigo de opinião recente publicado pelo principal nome da oposição no Ceará em que é criticada a atuação e papel desempenhado pelo Estado no Ceará. Acrísio rebateu e chamou as declarações do opositor de “fake news”. “Não há na história um Estado que venha a atrapalhar, a não ser os estados de exceção, que não é o caso do Ceará. A convivência com o capitão de Brasília tem feito mal e ele tem regredido. Aquele parlamentar que hoje poderia estar fazendo um debate construtivo, entra na linha da fake news”, frisou.

“O Estado do Ceará ajuda. Durante os anos de pandemia, quem mais ajudou os municípios e a pessoa foi o Estado na figura do governador Camilo Santana. Tenho certeza que o Estado que ele [Wagner] está falando não é o Ceará. Ele [Wagner] não teve a capacidade de ver a Lei Orçamentária Anual para 2022. Se tivesse visto, não faria um desserviço ao Ceará e não teria escrito esse artigo”.

Por fim, Acrísio voltou a defender a continuidade da parceria entre PT e PDT a frente do Governo. Já Wagner é o nome que mais agrega o bolsonarismo e antiferreirismo em nível estadual. “Não podemos correr o risco de entregar o futuro do Ceará nas mãos daquele que desconhece as finanças do Estado, que se alinha em nível federal com o bolsonarismo. Temos que chamar as forças democráticas do Ceará a se unir ainda no primeiro turno. Será um risco entregar o Estado às forças conservadoras, negacionistas, às forças que estão alinhadas com esse projeto nacional que só tem produzido desemprego”, finalizou.

Segurança Pública

O principal ponto de embate entre Wagner e o bloco governista encabeçado pelo governador Camilo Santana e os irmãos Ciro e Cid Gomes – ambos do PDT – é a política de segurança pública. Hoje (10), durante evento de lançamento do Programa Integrado de Prevenção e Redução da Violência (PReVio), em Fortaleza, Camilo voltou a questionar as contribuições do deputado federal às políticas de combate à violência no Estado. O governador lembrou os casos de motins da PM no Estado, em 2012 e 2020, quando Wagner foi apontado como um dos líderes dos movimentos, embora negue. 

Já o Capitão critica a política de segurança adotada no governo Camilo. “A segurança pública do Ceará precisa ser priorizada pelos Gestores. No nosso governo não vou delegar a responsabilidade da segurança pra o vice, como tem sido feito ao longo de 16 anos: eu vou cuidar pessoalmente da segurança dos cearenses!”, afirmou, em mensagem divulgada nas redes sociais no último mês. Atualmente, a vice-governadora do Ceará, Izolda Cela (PDT), que deve assumir o comando do Governo em abril próximo, comanda o programa Pacto por um Ceará Pacífico.

 

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