Menu

Açude Orós, segundo maior reservatório do Ceará, volta a sangrar após 14 anos

O Açude sangrou na noite deste sábado (26), por volta das 22h17min. Foto: Anderson Oliveira

O Açude Orós, segundo maior reservatório do Ceará, atingiu sua capacidade máxima, de forma acelerada, na noite deste sábado (26), por volta das 22h17min, e sangrou após 14 anos. O acontecimento trouxe alegria para a população cearense, que já acompanhava há alguns meses o nível da água do reservatório. 

A informação foi registrada pela Prefeitura de Orós nas redes sociais: “O Orós é festa, é vida, é esperança! Hoje, nosso gigante sangra, enchendo de alegria os corações do nosso povo. É o presente da natureza, abençoando nossa terra com água, fartura e renovação. Viva o açude Orós, viva essa bênção que se espalha em cada canto da nossa história. Que essa sangria seja símbolo de dias ainda melhores para todos nós.”

O Governo do Estado também comemorou, por meio da Secretária dos Recursos Hídricos:  O gigante despertou! Após 14 anos, o açude Orós — o segundo maior do Ceará — volta a sangrar, marcando um momento histórico para o Jaguaribe e para todo o estado. Além de garantir segurança hídrica a cerca de 70 mil pessoas, as águas da sangria reforçam a vida do rio Jaguaribe. O Orós é muito mais que um açude: é história, é resistência, é vida para milhares de cearenses”, destacou nas redes sociais.

A prefeitura da cidade realizou um evento no final da tarde de sábado (26), com programação musical, feira gastronômica e artesanato às margens do açude. A celebração reuniu diversas pessoas para assistir a tão esperada sangria que foi registrada pelos moradores através de postagens também nas redes sociais. A data em que o Orós atingiu sua capacidade máxima é quase a mesma de 2011, quando o fato ocorreu no dia 27 de abril. 

O açude Orós fica localizado no município de mesmo nome, na microrregião de Iguatu, a 342 quilômetros de Fortaleza. O reservatório, além de auxiliar na perenização do Rio Jaguaribe, também é utilizado para a irrigação do Médio e Baixo Jaguaribe e para a piscicultura. No último mês de março de 2024, em reunião de avaliação da Operação de 2024, o Comitê de Bacia indicou que o Orós finalizou o ano com saldo positivo, já que a vazão de 4.442 litros por segundo foi inferior ao volume alocado, de 4.500 litros por segundo.