Voltar ao topo

24 de julho de 2024

À procura de um vice para disputar o Abolição

Compartilhar:

Principal nome da oposição no Ceará, Capitão Wagner articula nome para ocupar o posto de vice, o que é considerado estratégico dentro do pleito de outubro deste ano

Rodrigo Rodrigues
rodrigo.rodrigues@opiniaoce.com.br

Wagner foi do PR e Pros e está no União Brasil. O militar é ex-vereador, ex-deputado estadual e deputado federal licenciado (Foto: Reprodução/Facebook)

Pouco mais de 15 dias após ser oficializado no comando estadual do União Brasil no Ceará, o deputado federal licenciado Capitão Wagner segue em busca de nome para vice. O OPINIÃO CE apurou que possíveis quadros que estão no radar e são considerados estratégicos na condução da campanha eleitoral para tornar viável a principal figura de oposição no Estado.

Os perfis variam e a escolha deve dar o tom da estratégia do partido para superar a base governista. São eles o empresário Luiz Girão (PL), fundador da Laticínios Betânia e nome influente no setor agropecuarista cearense; Geraldo Luciano, do Podemos de Eduardo Girão, e um dos coordenadores da campanha de Capitão Wagner para a Prefeitura de Fortaleza, em 2020; e a advogada Kamila Cardoso, vice do deputado federal licencidado no último pleito para o Executivo da Capital, também pelo Podemos.

Esteve no radar, ainda, Mayra Pinheiro (PL), mas a médica sinalizou que disputará uma vaga na Câmara Federal.
O presidente estadual do PL e prefeito de Eusébio, Acilon Gonçalves, foi procurado e disse ser precoce falar em vice neste momento. Além do União Brasil, as outras duas únicas definições como pré-candidatos ao Governo do Estado são do Psol, com Adelita Monteiro; e do Unidade Popular (UP), com Serley Leal. O PDT ainda não definiu o quadro que encabeçará a chapa majoritária do bloco. Brigam pela posição partidos como PSD e o próprio PT.

À reportagem, Acilon afirmou que aguarda definições também em nível nacional e que, neste momento, “tudo é tentativa.” “Quem tem pretensões começa a se colocar.” O prefeito também destacou que Wagner tem o apoio do presidente Jair Bolsonaro (PL) para o Senado.

“Digo a priori, porque a política é incerta, e as coisas podem mudar. Não podemos esquecer que estamos sujeitos à mobilização de outras esferas, inclusive no cenário nacional. Uma terceira via única pode ser lançada em 18 de maio, e mudar essa configuração atual. Temos que estar preparados para, se precisar, termos condições de lançar candidatura própria.” Na outra ponta, líder do Podemos no Ceará e aliado de primeira ordem de Wagner ao Governo do Estado, Eduardo Girão, destacou que as conversas estão ocorrendo e que “ainda há tempo para as definições.”

QUEM É CADA NOME
O empresário Luiz Girão já havia demonstrado interesse em integrar uma “chapa forte” na condição de vice ao Governo do Estado, como adiantado pelo colunista do OPINIÃO CE, Roberto Moreira, em março último. O ex-deputado federal tem influência na Federação da Agricultura e Pecuária do Ceará (Faec), entidade que controla 54 sindicatos rurais atuantes em defesa de 336 mil produtores cearenses.

“Luiz Girão está conversando com algumas pessoas. Ele é filiado ao PL, partido do Acilon [Gonçalves]. É um líder do setor, empresário bem sucedido e com grande influência no interior do Estado”, disse uma fonte à reportagem. Conforme a fonte, as conversas entre Wagner e Luiz Girão “caminharam muito e caminharam bem”, mas o empresário tem boa relação também com outros setores políticos.

“Hoje, o cenário que temos é ter um candidato do PDT ou o Capitão Wagner. O Luiz Girão não tem problema com ninguém e vai ser importantíssimo nas eleições porque tem uma influência muito forte no setor produtivo do interior do Ceará.”

Já Kamila, advogada, pode ser um trunfo por estar ligada a temas progressistas e à militância pelas causas sociais. Nas eleições de 2020 defendeu, por exemplo, bandeiras como a luta pela visibilidade de Pessoas com Deficiência (PCDs). Kamila também representa uma liderança feminina no cenário local. Conforme apurado pela reportagem, esse fator pode pesar na decisão por representar um importante contraponto caso Izolda Cela venha a ser a candidata do PDT à reeleição.

O executivo Geraldo Luciano, por sua vez, mantém boa relação com Eduardo Girão. Em 2021, o empresário assumiu a direção Administrativa do Fortaleza Esporte Clube. Atualmente, é o 1º vice-presidente do clube. O executivo tem, ainda, relação com empresas como Usibras, Cerâmica Portobello, Assaí Atacadista e Hapvida. Em 2020, Geraldo Luciano anunciou, poucos dias antes das convenções partidárias, a desistência da candidatura à Prefeitura de Fortaleza pelo Novo.

No mesmo ano, passou a integrar a equipe de coordenação de Capitão Wagner. Como aliado do deputado federal licenciado, o empresário tem buscado conquistar nomes do setor mais favoráveis às propostas do pré-candidato. A assessoria de Capitão Wagner foi procurada, mas não houve retorno até o fechamento desta reportagem.

[ Mais notícias ]