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16 de julho de 2024

A política de risco que colocou parte da Polícia Federal e do Judiciário a serviço do Bolsonarismo

Na posse do ministro André Mendonça no STF, muitos queriam carimbar sua toga com a marca bolsonarismo.

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O Judiciário não pode se envolver na política e deixar os códigos civil e criminal serem usados para abuso de autoridade, por alguns juízes que esquecem a toga, atuando com bandeiras políticas, indo além do que consta nos autos dos processos. A justiça não pode deixar de ser justa, honesta, o equilíbrio da sociedade.

Na posse do ministro André Mendonça, no Supremo Tribunal Federal (STF), muitos presentes queriam carimbar sua toga, com a marca bolsonarista ou de servidor da bancada evangélica ou da igreja protestante. Mendonça jurou sob a Constituição que “deixaria a religião em casa e seria um juiz, por ser o Estado laico, sem religiões”.

O novo ministro do STF assumiu, no momento em que a temperatura estava elevada no âmbito do judiciário, por conta de um juiz da 32ª Vara Federal no Ceará, que decidiu rasgar todas as normas processuais, as leis e a Constituição, para tentar fazer justiça partidária contra Ciro Gomes, um crítico voraz do governo Bolsonaro. Um juiz que mandou invadir a residência de um senador, ao amanhecer do dia, quando sua família dormia, inclusive, um bebê. A tentativa foi clara de tentar desmoralizar o mais importante líder político do Ceará, que não responde a processos, mas foi incluído em uma investigação iniciada há 10 anos, a qual o Ministério Público pediu o arquivamento e o juiz não acatou, esperou a véspera da eleição para dar uma canetada, como diz Bolsonaro, no seu linguajar de quartel.

O ambiente político eleitoral não ficou acirrado por conta do tom agressivo de Ciro contra Lula e Bolsonaro, mas por simples ausência do Congresso Nacional e do Ministério Público Eleitoral, que fecharam os olhos para a campanha política feita pelo presidente ao promover motociatas, comícios e lives, desrespeitando as leis, torrando dinheiro público e agredindo adversários.  O Brasil ergueu um campo de guerra política e não um fórum de discussões. Algo perigoso, por se tratar não mais de política entre adversários e sim de inimigos.

Nos Estados Unidos, país que em janeiro deixará de ser a mais poderosa Nação do mundo, economicamente, perdendo o posto para os chineses, é nítido o ambiente de ódio entre republicanos e democratas, o que resultou no atraso, oferecendo aos asiáticos a oportunidade de se tornar a maior potência mundial. O Brasil se coloca na mesma escala, tendo perdido tempo em disparar um crescimento sonhado, se tornado um país de alta inflação e corrupção e uma fábrica de famílias vulneráveis, vivendo na miséria. A justiça precisa ser feita para construir caminhos ao bem, não para desequilibrar a vida em sociedade.

Chagas Vieira deixará o Abolição, com Camilo 

O secretário da Casa Civil, Chagas Vieira, deixará o Abolição em abril, se o governador Camilo Santana deixar o cargo, para disputar vaga no Senado da República. Chagas queria sair do governo, no final do mês. Vai permanecer, atendendo à convocação do amigo. “Construimos uma relação de grande amizade”, disse.

Réveillon sem pó 

O secretário de Segurança Pública do Ceará, Sandro Caron, é alvo dos traficantes e consumidores de drogas. Apreendeu quase seis toneladas de entorpecentes, sendo duas e meia de cocaina. Só em dezembro, a polícia apreendeu 1,3 tonelada. O réveillon será sem pó.

RC faz revelação 

Em São Gonçalo do Amarante, onde fez palestra para prefeitos e vereadores do Vale do Curu, o ex-prefeito Roberto Cláudio disse que o Complexo do Pecém se tornou importante para a economia do mar. “Em Itarema, será instalada energia solar no mar e o município é o maior exportador de atum da América Latina”.

Camilo fará agradecimentos 

O governador Camilo Santana fará reunião de secretariado e dirigentes de vinculadas. Será o momento de agradecer e, ao mesmo tempo, de se despedir. O chefe da Casa Civil, Chagas Vieira, despachou memorando, comunicando a decisão do governador de exonerar ordenadores de despesa que pretendam disputar eleição.

Ministério Público libera Fortaleza, Aracati, Aquiraz e Jeri para réveillon e carnaval 

O Ministério Público do Ceará lançou nota de recomendação para 54 municípios cearenses não realizem réveillon e carnaval. As cidades turísticas ficaram fora. Aquiraz, Caucaia, Jeri e Fortaleza podem realizar eventos, cumprindo o decreto que limita número de pessoas e exige o passaporte vacinal.

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