Voltar ao topo

16 de julho de 2024

A guerra de Bolsonaro

SUBTÍTULO Bolsonaro esforçou-se em posar como estadista - o que não é de jeito nenhum - e negociador da paz, escorado em delírios de aliados

Compartilhar:

O presidente Jair Bolsonaro (PL) fez, na semana passada, uma curta, inócua, inexpressiva e cara viagem à Europa. Foi tirar lasquinha da cena belicosa entre Rússia e Ucrânia, olhando mesmo para os seguidores que tem. Esforçou-se em posar como estadista – o que não é de jeito nenhum – e negociador da paz, escorado em delírios de aliados. Levou a reboque o filho encrenqueiro, Carlos, a quem delegou o comando das redes sociais que usa e da gestão de imagem que tem (!). Porém, bem distante das escaramuças alheias, tem sido escorraçado numa guerra particular. E o fato é que precisa se ater, se quiser ter algum futuro político, a suas próprias batalhas.

Cartucheira

O front de Bolsonaro não é na baixas temperaturas europeias, mas na frieza dos números das pesquisas eleitorais no Brasil – reforçados por tragédias como as da covid-19, da Bahia e de Petrópolis. Isso torna o que fez e disse em Moscou mero ilusionismo. A sequência de notas negativas sobre o governo, expressas por diferentes institutos, gera um ciclo de derrotas que não abate só os projetos que alimenta, mas espanta parceiros nos estados e dizima o apoio popular que lhe resta. O Ceará não tangencia da incapacidade do presidente e aqui ele tem dificuldades de manter apoios.

 

Calendário

Faltam dois meses para a abertura da janela partidária, por meio da qual parlamentares em busca de reeleição poderão mudar de legenda. É o mesmo tempo para que partidos e federações registrem estatutos na Justiça Eleitoral. Embora Jair Bolsonaro tenha, em tese, poder e base para formar alianças, a disposição das siglas de se perfilar com ele não aparenta ser animadora.

 

Au

O Instituto Pet Brasil, que reúne empreendedores de serviços para animais de estimação, estima que o setor faturou R$ 48 bilhões em 2021. Isso representa avanço de 22,1% em relação a 2020. E esse interesse está chegando também na política. A pauta contra maus-tratos tende a ganhar espaços nos debates eleitorais deste ano, segundo especialistas. É o caso de um mercado que cresceu ao ponto de influenciar em partidos e plenários.

 

Parla

Da empresária Luiza Trajano, presidente do Conselho Administrativo da rede varejista Magazine Luiza e alvo frequente de flertes da esquerda e do centro: “Se socialista é quem é a favor da igualdade social, sou socialista desde os 10 anos”.

[ Mais notícias ]