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23 de julho de 2024

A farra armamentista a caminho do paredão

É que a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado pode votar ainda neste mês projeto de lei que altera as regras de registro, posse e venda de armas de fogo e munição

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Está sustentado por um fiozinho de nada o plano de espalhar armas por todo o País, elaborado pelo governo anterior sob aplausos de fabricantes, varejistas e importadores desses artigos mortíferos, donos de escolas de tiro e – creia – milicianos. É que a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado pode votar ainda neste mês projeto de lei que altera as regras de registro, posse e venda de armas de fogo e munição.

A matéria é iniciativa da base bolsonarista. Recebeu assinaturas de Major Olímpio (PSL-SP, já falecido), Soraya Thronicke (PSL-MS), Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) e Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE, licenciado), mas teve uma saraivada de emendas. Por isso, sofreu modificações profundas no texto original. Antes de deliberar, a CCJ promoverá audiência pública com a presença de dez especialistas — cinco favoráveis e cinco contra a proposição. Aí é que está boa parte da articulação que se opõe ao risco de mais carnificinas: a audiência foi requerida por Fabiano Contarato (PT-ES) e Rogério Carvalho (PT-SE), militantes da causa anti-armas.

MIROU CERTO

Ponto relevante: o relator da matéria na Comissão de Constituição e Justiça, Alessandro Vieira (PSDB-SE), sugeriu no parecer a suspensão do porte de arma em casos de violência doméstica. Também propôs dispositivos de caráter antimilícia e a responsabilização de entidades ou indivíduos pelo desvio de arsenais. Assim como o petista Fabiano Contarato, Vieira é ex-delegado de Polícia Civil.

DESALINHO LOCAL

Os três senadores cearenses compõem a CCJ e divergem em opiniões. Eduardo Girão (Novo) é bolsonarista e armamentista. Augusta Brito (PT) é governista e a favor do controle de armas. Ambos são titulares.

NEM TANTO À TERRA E NEM TANTO AO MAR

Já Cid Gomes (PDT) é suplente. Se for chamado a votar, será contra as armas. Aliás, Cid sentiu na pele, literal e dolorosamente, o estrago que uma bala faz. No entanto, em razão de movimentos políticos do irmão mais velho, Ciro, tem posição discreta sobre o tema.

THEATRO EM CENA

A Secretaria da Cultura do Ceará bateu o martelo e definiu em R$ 4,837 milhões o contrato de gestão firmado com o Instituto Dragão do Mar para realização de atividades de capacitação, produção, pesquisa e difusão nas áreas de arte e cultura do Theatro José de Alencar. O equipamento é referência nacional nas artes cênicas.

ESTAMOS NA ROTA

O noticiário mostrou nas últimas semanas a situação de um casal de goianas na Alemanha. Jeanne Paollini e Kátyna Baía foram presas no aeroporto de Frankfurt acusadas de tráfico de cocaína. A fiscalização achou na bagagem atribuída a elas 20 quilos da droga. Descobriu-se que são inocentes e que uma quadrilha atuante em Guarulhos (SP) trocou as etiquetas das malas. Já foram liberadas, após um perrengue daqueles. Ufa!

EM FORTALEZA

Se as lições do passado fossem consideradas por empresas aeroportuárias, Jeanne e Kátyna poderiam não ter sofrido o aperreio. Em maio de 2019, um paraense de 71 anos foi preso em Lisboa em circunstâncias semelhantes. José Pereira havia sido vítima de uma quadrilha que agia no aeroporto de Fortaleza, operado pela alemã Fraport – onde fez escala antes de seguir para a Europa. Por conta disso, passou 48 dias encarcerado em Portugal.

AQUI E ALI

O portal InvestNordeste (www.portalinvestne.com.br) e o jornal Opinião (www.opiniaoce.com.br) publicam a Coluna do jornalista Roberto Maciel sempre às terças, quintas e sábados. A Coluna também é disponibilizada no site https://bit.ly/3q4AETZ.

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