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25 de julho de 2024

A extrema direita não está brincando de retornar ao poder

Ao final da guerra, a Itália com o parlamento fragilizado foi desprezada pelas potências vitoriosas no Tratado de Versalhes

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As ideias do comunismo e do socialismo marxista polarizaram o mundo em 1917 com a Revolução Russa, ocorrida antes do fim da Primeira Guerra Mundial (1914-18). A “derrota” alemã na guerra e a sobrecarga com enormes dívidas de guerra impostas pelo Tratado de Versalhes irritou a grande maioria do povo alemão, favorecendo o crescimento e disseminação das ideias dos conservadores capitalistas e, particularmente, a gestação do nazismo. Ao final da guerra, a Itália com o parlamento fragilizado foi desprezada pelas potências vitoriosas no Tratado de Versalhes. Com a crise econômica, o crescimento dos sindicatos e movimentos de esquerda, virou campo fértil à ascensão do fascismo. Na tentativa de conter a expansão do socialismo, na Itália e Alemanha, a alta burguesia financiou esses movimentos contrarrevolucionários.

Por sinal, após a Primeira Guerra, em 1923, a hiperinflação na Alemanha devastou a economia e, para muitos daquele país, a possibilidade torna-se socialista. Diante da crise capitalista alemã, os EUA e a Inglaterra criaram o Plano Dawes (1919-1928), ou seja, o empréstimo milionário ao governo alemão para conter a expansão do socialismo. Domingo, dia 9, a eleição para o Parlamento Europeu evidenciou a vitória do conservador Partido Popular Europeu, que obteve mais assentos que os sociais-democratas. A eleição, em 2024, assusta o mundo civilizado e a esquerda responsável, por conta do avanço de paridos ultraconservadores e nacionalistas na França, Alemanha e Itália.

A maioria eleita para o Parlamento Europeu tem o perfil centrista. Apesar de a bancada de centro ter ficado com maior número de assentos, o avanço da extrema direita poderá provocar mudanças em pautas importantes para o bloco europeu, como: imigração e defesa do meio ambiente, ou seja, globalizar as pautas. O “Irmãos da Itália”, partido conservador da primeira-ministra Georgia Meloni, foi o mais votado. Na Alemanha, o AfD, mesmo com os escândalos de integrantes associados a causas nazistas foi o segundo mais votado; e, na França, Emmanuel Macron, em desespero com a vitória do partido de direita radical da opositora Marine Le Pen, dissolveu a Assembleia Nacional convocando novas eleições legislativas. A direita radical e/ou a ultradireita detentora do money está de volta com toda força.

Por aqui, a versão da direita radical bolsonarista só tem se organizado. Na Argentina, a versão de los hermanos da extrema direita, o Mileirismo, desdenha dos direitos e desmantela as conquistas sociais. A eleição para o parlamento europeu é a única em que cidadãos de 27 países diferentes elegem seus representantes para defender leis e políticas comuns para todos eles. Pois é, enquanto Lula quer defender o plano de taxação a bilionários na Europa, por lá, os bilionários, como sempre, financiam os conservadores da ultradireita.

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