Jânio Quadros foi eleito presidente da República, com uma vassoura na mão, para varrer a corrupção. Juscelino prometeu 50 anos em cinco, com a construção de infraestrutura e atração de indústrias. Collor de Melo prometeu acabar com os marajás no serviço público. Lula disse que faria um governo para os trabalhadores. Bolsonaro venceu uma eleição, usando as mídias sociais e prometendo acabar com o PT e a Globo, além de banir os ladrões dos cofres públicos.
Eles fizeram muito pouco. A roubalheira segue, os marajás continuam mandando e a capital construída por Juscelino virou um antro de corrupção, a partir do orçamento secreto. Brasília e Rio de Janeiro abrigam a bandidagem brasileira. A campanha eleitoral faz bem, porque traz no seu debate as histórias reais, para que o futuro seja planejado de forma diferenciada.
É bom o eleitor prestar atenção aos discursos, promessas e declarações dos candidatos. O importante na campanha não são as pesquisas dirigidas, apesar de alguns institutos atuarem de forma séria, mas a vontade do eleitor, que tem derrotado os levantamentos. Em todo Brasil, as eleições estaduais têm seus momentos quentes, os chamados “pegas” entre candidatos. Em jogo, além do poder da caneta, os orçamentos bilionários. No Ceará, o governador eleito vai administrar cerca de R$ 120 bilhões em quatro anos. Dinheiro superior ao faturamento das 20 maiores empresas do Ceará no mesmo período. A política é o poder. Os governadores têm muita força. É do cofre do Estado que saem recursos para os outros poderes: Legislativo e Judiciário.
Valim joga o time na rua
O prefeito de Caucaia, Vítor Valim, honra os compromissos. Pesquisas realizadas por comitês de candidatos apoiados por ele já observam intenções de votos para deputados federais e estaduais. Valim apoia três para a Assembleia Legislativa e três para Câmara Federal.
Giovanni e Aníbal fora da disputa
Giovanni Sampaio e Aníbal Gomes saíram da disputa eleitoral para deputado federal. Aníbal por uma causa nobre. Quer homenagear o irmão, o deputado Duquinha, com o último mandato. Decidiu investir no projeto de Acaraú.
Moroni na lista dos eleitos
Os evangélicos lançaram vários candidatos. O PTB tem possibilidade de eleger dois pastores. A Igreja Mórmon aposta em Moroni Torgan, que conta, ainda, com vários setores organizados da sociedade. Ele está na lista dos eleitos.