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17 de abril de 2024

Mulheres investem, mas apostam em algo seguro e conservador no Ceará

Segundo levantamento, a parcela em renda fixa no Ceará ficou em 50% de sua carteira entre o público feminino no ano passado
Foto: Cris Faga/NurPhoto/Getty Images

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As cearenses permanecem fiéis a investimentos conservadores e quase a metade aposta na renda fixa. É o que revela o levantamento do Santander com dados de 2022 e 2023. Mesmo diante do ciclo de queda da taxa básica de juros (Selic), com início em agosto de 2023, mais de 50% das mulheres do Estado apostam em algo mais seguro. Em relação a outras modalidades de investimento, destacam-se entre as cearenses a previdência (31%) e os fundos (11%).

Ainda segundo os dados do levantamento, houve uma pequena oscilação negativa, de dois pontos percentuais, entre as cearenses, no patamar aplicado em Certificados de Depósitos Bancários (CDB), Letras de Crédito do Imobiliário (LCI), Letras de Crédito do Agronegócio (LCA), títulos do Tesouro Direto e até na poupança. Por conta disso, em 2023, a renda fixa passou a representar 50% da carteira das mulheres no Ceará. O percentual do Estado é o terceiro menor do País, acima apenas do Rio Grande do Norte (48%) e Mato Grosso (49%).

BRASIL

No ano passado, 53% das investidoras brasileiras apostaram na renda fixa, resultado igual ao de 2022. Trocar o arriscado pelo seguro também foi uma tática adotada pelos homens (52%). De acordo com a executiva responsável pelo Santander AAA, Luciane Effting, os dados apresentam uma certa persistência feminina. “Os dados mostram que as mulheres são mais disciplinadas em suas aplicações e, mesmo em anos desafiadores como o ano passado e o anterior, elas mostraram persistência”, diz.

O comportamento mais ‘conservador’ feminino também foi apresentado na 7ª edição do Raio X do Investidor Brasileiro, realizada pela Associação Nacional das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima). O levantamento aponta que as mulheres pensam na segurança financeira ao investir, quesito que lidera suas motivações desde a primeira edição da pesquisa, em 2018.

PREVIDÊNCIA

A constância da previdência também é um aspecto percebido entre as investidoras do País, com uma pequena elevação de 27,7% do total da carteira, em 2022, para 28,4%, no ano passado. Os homens também não registraram grandes movimentos de um ano para outro, mas com uma parcela um pouco menor da carteira, de 24%. “Quase 30% da carteira de previdência confirma que elas são mais disciplinadas e preocupadas com o seu futuro”, afirma Luciane.

FUNDOS

Os fundos de investimentos perderam espaço na carteira das mulheres de um ano para outro no Brasil, caindo de 14% para 12%, seguindo tendência de toda a indústria. De acordo com a Anbima, só em 2023 os fundos registraram saídas líquidas de R$ 127,9 bilhões. Entre os homens, a redução dos investimentos em fundos foi ainda maior, de 17% para 14%. A única categoria que registrou um crescimento na carteira feminina de investimentos no País foi a dos Certificados de Operações Estruturadas (COEs), cuja parcela avançou de 2,64% para 4,35%.

Redação OPINIÃO CE

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