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20 de abril de 2024

90% dos brasileiros já acreditaram em fake news, aponta pesquisa

Os principais temas das fake news são a venda de produtos, campanhas eleitorais e políticas públicas
Reprodução/ Agência Brasil

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Apesar do 1º de Abril ser conhecido como o dia da mentira, uma pesquisa do Instituto Locomotiva, divulgada nesta segunda-feira (1º), mostra que 90% da população brasileira já acreditou em conteúdos falsos. De acordo com levantamento, oito em cada 10 brasileiros já conferiu credibilidade a fake news, que possuem temáticas que vão desde a venda de produtos até assuntos políticos. A pesquisa ouviu 1.032 pessoas, com 18 anos ou mais, entre os dias 15 e 20 de fevereiro, e revelou os principais temas que envolviam as notícias falsas que os entrevistados acreditaram.

A venda de produtos é a mais recorrente, presente em 64% dos casos. Em seguida, com 63%, estão as campanhas eleitorais. Com 62%, estão as políticas públicas, como a vacinação, e escândalos envolvendo políticos. Conteúdos falsos sobre economia se destaca com 57%, além de notícias falsas que envolvem a segurança pública e o sistema penitenciário, com 51%.

Os robôs e a inteligência artificial são apontados por 65% das pessoas como o principal meio de disseminar essas notícias falsas. A pesquisa mostra ainda que o maior risco da desinformação para 26% dos brasileiros é a eleição de maus políticos. Já 22% acreditam que ferir a reputação de alguém com essas notícias falsas é o maior perigo. Outros 16% avaliam que causar medo na população em relação a própria segurança é o maior impacto, enquanto 12% veem como maior risco prejudicar os cuidados com a saúde. 

Os dados do estudo também mostram os principais sentimentos que ser enganado gera aos brasileiros, em que o sentimento de ingenuidade sobre si se destaca em 35% das pessoas. Em seguida, estão o sentimento de raiva (31%) e vergonha (22%). O levantamento também revela que quase um quarto da população (24%) afirma já ter sido acusado de espalhar fake news por pessoas que possuem uma visão diferentes de mundo.  O presidente do Instituto Locomotiva, Renato Meirelles, explica quais medidas são necessárias para combater a desinformação.

“Para enfrentar essa questão, há um desafio para as instituições públicas de formular estratégias que incluam a promoção da educação midiática e a verificação rigorosa das fontes de informação, para fortalecer a comunicação do país e garantir que a população receba informações precisas e confiáveis”, pontua Renato.

Adriele Ribeiro

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