A Prefeitura de Fortaleza iniciou, nesta terça-feira (24), a entrega da primeira “bebeteca”, espaço focado no desenvolvimento integral de crianças de zero a seis anos. A primeira unidade foi inaugurada no Acolhimento 3, equipamento da Secretaria dos Direitos Humanos e Desenvolvimento Social (SDHDS), que abriga meninos e meninas de até 12 anos.
A iniciativa, desenvolvida pela Coordenadoria Especial da Primeira Infância (Cespi), visa oferecer um lugar planejado para estimular a leitura precoce e o brincar, além de fortalecer os vínculos afetivos entre bebês, crianças, cuidadores e famílias.
A ideia é que, neste primeiro momento, a experiência sirva como um projeto-piloto, que será expandido para todas as regionais de Fortaleza.
“Esses equipamentos representam um avanço significativo na nossa rede de proteção. Ao levarmos para dentro das nossas unidades de acolhimento e, futuramente, para os Cras, estamos garantindo que a criança em situação de vulnerabilidade tenha o direito ao conhecimento. É uma política que olha para o futuro, cuidando do presente”, enxerga Gabriella Aguiar, vice-prefeita e titular da SDHDS.
O projeto é resultado de uma parceria estratégica entre a Cespi e a Urban95, ação global da Fundação Van Leer, que apoia municípios no desenvolvimento integral de crianças na fase da primeira infância. Conjuntamente, é desenvolvido o programa Aprender Brincando, integrando as políticas públicas que tornam Fortaleza uma cidade referência na atenção às crianças de zero a seis anos.
“A bebeteca não é apenas um espaço de livros, é um território de afeto e descoberta. Queremos que cada sala de acolhimento da nossa cidade seja um ponto de apoio ao desenvolvimento cognitivo e emocional dos nossos pequenos”, destaca Lídia Lourinho, coordenadora da Cespi.
Além da estrutura física das bebetecas, o projeto contempla a entrega de 18 kits literários, contendo 50 livros cada, destinados aos quiosques do programa Leitura na Praça.
O foco desta ação é o fortalecimento do vínculo intergeracional. Como a maioria dos frequentadores desses espaços são avós que acompanham seus netos, os kits foram pensados para que a leitura seja a ponte de conexão entre gerações, promovendo o desenvolvimento infantil através do convívio familiar na comunidade.
