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Deputado defende abertura de CPI para investigar casos de tráfico humano e sexual no Ceará

Foto: Hellynara Fernandes | Opinião Ceará

O deputado estadual Felipe Mota (União) defendeu, nesta terça-feira (24), na Assembleia Legislativa do Ceará (Alece), a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar possíveis casos de tráfico humano, associados à exploração sexual no Ceará.

O parlamentar já havia protocolado, no último dia 10, o requerimento de criação da CPI. Mota destacou que Fortaleza foi citada nos arquivos de Jeffrey Epstein, liderados pela justiça americana. Agressor sexual e cabeça de uma rede de exploração, o bilionário norte-americano tinha “recrutadores”, e um deles chegou a citar sua passagem pelo Ceará em busca de mulheres jovens.

O deputado ainda citou destinos turísticos, como as praias de Cumbuco e Canoa Quebrada, que teriam altos índices de exploração sexual.
“Na década de 1990, um dos grandes problemas que tivemos no nosso Estado era a questão do ‘turismo sexual’, que fez com que agências vendessem pacotes com booking de mulheres às quais turistas poderiam ter acesso quando chegassem aqui. Mulheres simples, de vulnerabilidade social”, denunciou.

Segundo Felipe Mota, o pedido de criação da CPI foi feito em comum acordo com o presidente da Alece, deputado Romeu Aldigueri (PSB), e frisou o desejo de que a comissão não seja politizada ideologicamente.

“Não quero politização nessa CPI, o que eu quero é a defesa das crianças e jovens e do turismo do nosso Estado”, defendeu o deputado.