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Brasil fecha acordo com Coreia do Sul para produzir medicamentos de alto custo

Brasil e Coreia do Sul assinaram seis novos acordos para produção conjunta de tecnologias em saúde. Foto: Rafael Nascimento/ Ascom MS

O Brasil assinou com a Coreia do Sul três parcerias para o desenvolvimento produtivo (PDPs) voltadas à produção nacional dos medicamentos bevacizumabe, eculizumabe e aflibercepte, com previsão de transferência de tecnologia e fabricação no País. O investimento do Ministério da Saúde (MS) pode chegar a R$ 1,104 bilhão no primeiro ano.

Segundo o MS, a iniciativa amplia a capacidade produtiva de itens essenciais à saúde pública, fortalece a soberania industrial do País e reduz vulnerabilidades do Sistema Único de Saúde (SUS) diante das oscilações do mercado internacional. O projeto também diminui o risco de desabastecimento e estimula o desenvolvimento tecnológico, emprego e renda.

A assinatura formaliza o início da produção nacional do aflibercepte, medicamento essencial para o tratamento da degeneração macular relacionada à idade. A parceria envolve a Fundação Ezequiel Dias (Funed) como instituição pública, além da Bionovis S.A. e da sul-coreana Samsung Bioepis Co., Ltda. como parceiras privadas.

PARCERIAS

No caso do bevacizumabe, utilizado no tratamento de diferentes tipos de câncer e em indicações oftalmológicas, a PDP reúne a Fundação Baiana de Pesquisa, Desenvolvimento, Fornecimento e Distribuição de Medicamentos (Bahiafarma), a Bionovis S.A. e a Samsung Bioepis Co., Ltda. A cooperação busca ampliar o acesso a terapias de alto custo no País.

Já o eculizumabe, indicado para o tratamento da hemoglobinúria paroxística noturna (HPN), doença rara que afeta o sistema sanguíneo, terá produção por meio da mesma parceria entre Bahiafarma, Bionovis S.A. e Samsung Bioepis Co., Ltda. A iniciativa pretende garantir maior segurança no fornecimento do medicamento.

Para o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, as parcerias têm grande relevância estratégica. “As parcerias firmadas têm um significado muito relevante. Representam a transferência de tecnologia, a produção local no Brasil, o fortalecimento da base industrial nacional e a redução de vulnerabilidades do sistema de saúde. Representam também previsibilidade para o setor privado e compromisso de longo prazo do Estado brasileiro”, afirmou.

A agenda internacional contou ainda com a participação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT-SP) durante missão oficial à Coreia do Sul. O governo brasileiro busca ampliar acordos industriais e tecnológicos na área da saúde.

INOVAÇÃO

Entre os instrumentos negociados está o Memorando de Entendimento em Saúde (MoU) firmado entre o Ministério da Saúde do Brasil e o Ministério da Saúde e Bem-Estar da Coreia do Sul. O documento estabelece bases para cooperação em inovação biomédica, saúde digital, terapias avançadas, excelência clínica e fortalecimento dos sistemas de saúde.

De acordo com o Ministério da Saúde, seis novos acordos foram assinados para produção conjunta de tecnologias em saúde, incluindo testes diagnósticos, medicamentos biológicos, tratamentos para alguns tipos de câncer e soluções voltadas a doenças oftalmológicas. As iniciativas representam avanço tecnológico relevante e ampliam a cooperação entre os países.

“As iniciativas representam avanço tecnológico relevante, fortalecem a capacidade produtiva e inovadora dos dois países e abrem caminho para novas etapas de cooperação”, informou o Ministério da Saúde.

Com informações da Agência Brasil.