Os dados preliminares do Monitor do PIB, divulgados nesta sexta-feira (20) pelo Instituto Brasileiro de Economia (Ibre), da Fundação Getulio Vargas (FGV), apontam que a economia brasileira cresceu 2,2% em 2025, na comparação com 2024. O resultado representa o quinto ano seguido de alta, mesmo com perda de ritmo nos últimos meses.
A pesquisa reúne dados da indústria, comércio, serviços e agropecuária e é considerada uma prévia do produto interno bruto (PIB), indicador do conjunto de todos os bens e serviços produzidos no país.
De acordo com a FGV, em termos monetários, o PIB brasileiro em valores correntes atingiu R$ 12,63 trilhões, o maior valor da série histórica.
Já o PIB per capita, valor do PIB dividido pelo tamanho da população do país, alcançou R$ 59.182, também um patamar recorde.
Ao detalhar o comportamento setorial da economia, o Monitor do PIB estima que o consumo das famílias cresceu 1,5% em 2025. Já a chamada Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF), indicador que reflete o nível de investimento da economia, como compras de máquinas e equipamentos, teve expansão de 3,6% no ano.
No comércio exterior, as exportações avançaram 6,2% em 2025, enquanto as importações, 5,1%. O estudo também estima que a taxa de investimento da economia foi de 17,1%, a maior dos últimos três anos.
Análise
Apesar do crescimento no ano passado, em 2024, o avanço tinha sido de 3,4%. De acordo com a coordenadora do Núcleo de Contas Nacionais do Ibre, a economista Juliana Trece, os juros altos foram um dos motivos que levaram à perda de força no crescimento da economia em 2025.
“Nota-se evidente perda de fôlego do PIB ao longo de 2025, com a taxa, na série ajustada sazonalmente [ajuste que permite a comparação entre meses e trimestres imediatamente seguidos], tendo iniciado o ano com forte crescimento e terminado estável no quarto trimestre de 2025”.
Tarifaço
O outro efeito citado pela economista é o tarifaço imposto pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, iniciado em agosto de 2025. A aplicação de taxas adicionais sobre o Brasil levou à redução das vendas externas aos americanos. Nesta sexta-feira, uma decisão da Suprema Corte dos EUA derrubou a política tarifária americana.
Em novembro, o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, calculou que 22% das exportações para os Estados Unidos estavam sujeitas às sobretaxas. (Com informações da Agência Brasil)
