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Centro em Movimento: quando a decisão certa muda um contexto

Na entrevista ao Programa Mesa de Negócios – Especial Centro, Assis Cavalcante, fundador da Óticas Visão e ex-presidente da CDL Fortaleza, relembrou uma estratégia que alterou o rumo do comércio central: a redução concreta da carga tributária.

Durante sua gestão na CDL Fortaleza, a alíquota aplicada às empresas do Centro foi reduzida de 20% para 5,2%. A mudança, além de expressiva, trouxe um efeito quase imediato. O que antes era um cenário de retração, com lojas encerrando atividades e empresários inseguros, deu lugar à estabilidade e, logo depois, à retomada do crescimento.

Com a diminuição do peso dos impostos, os custos operacionais foram ajustados, os preços tornaram-se mais competitivos e o consumidor voltou a circular com mais frequência. O Centro deixou de registrar o fechamento sucessivo de lojas e passou a ver novas portas se abrindo. O giro de mercadorias aumentou, o volume de vendas cresceu e empregos foram preservados e reativados.

Na região da José Avelino, a estratégia foi igualmente decisiva. Com regime específico que permitiu operações com ICMS em torno de 2%, o pólo popular ganhou força institucional. Feirantes encontraram segurança jurídica para formalizar suas atividades, ampliaram suas estruturas e fortaleceram um dos maiores corredores comerciais do Nordeste. A formalização ampliou a base econômica e trouxe mais organização ao setor.

Os números não ficaram apenas nos decretos e apareceram nas ruas. A redução da alíquota de 20% para 5,2% representou um salto de competitividade que reorganizou o ambiente de negócios. O comércio ganhou fôlego, a confiança voltou e o Centro retomou seu dinamismo.

A experiência mostra que política fiscal bem calibrada não é renúncia, é estímulo. Quando o imposto se ajusta à realidade do empreendedor, a cidade responde com crescimento. E o Centro de Fortaleza provou que, quando o ambiente melhora, o desenvolvimento acontece quase no mesmo compasso.

Capital cearense é um dos principais polos de moda do Brasil, com mais de 26 mil empresas ativas

A cadeia produtiva da moda segue consolidada como um dos principais vetores de geração de emprego e dinamização econômica em Fortaleza. Levantamento da Secretaria Municipal do Desenvolvimento Econômico (SDE) identifica 26.618 CNPJs ativos vinculados ao setor na capital, distribuídos entre atividades industriais, confecção, atacado e comércio varejista. O segmento é liderado pelo comércio varejista de moda, que concentra 15.336 empresas (57,6% do total), seguido pela confecção de artigos do vestuário e acessórios, com 9.683 negócios (36,4%). A cadeia inclui ainda a fabricação de produtos têxteis, com 1.010 estabelecimentos, e o comércio atacadista, com 589 empresas, evidenciando a estrutura completa do setor na cidade — da produção à comercialização. O Centro lidera em número de empresas, com 2.863 CNPJs, seguido pelos bairros Jacarecanga (847), Aldeota (661) e Barra do Ceará (652).

Fortaleza é a segunda cidade com mais academias do Norte-Nordeste

De acordo com o Panorama Setorial do setor, Fortaleza é a segunda cidade com mais academias do Norte-Nordeste, totalizando 1.097 unidades. No Brasil, o município ocupa a quinta posição. Nesse contexto, Fortaleza tem o quinto maior número nacional de Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ) de centros de atividade física. O mercado global de academias de saúde e fitness vive uma fase de expansão acelerada. Estimativas da Mordor Intelligence indicam que o setor, que movimentou US$ 98,14 bilhões (R$ 530 bi) em 2023, deve alcançar US$ 172,95 bilhões (R$ 935 bi) até 2028, impulsionado pela crescente busca por qualidade de vida, prevenção de doenças e equilíbrio entre vida pessoal e profissional. No Brasil, o impacto econômico do segmento também é expressivo. Dados do Ministério do Esporte mostram que o setor esportivo movimentou R$ 183,4 bilhões em 2023, o equivalente a 1,69% do Produto Interno Bruto (PIB), superando inclusive a participação da área cultural na economia do país.