Pesquisa da Universidade Estadual do Ceará (Uece) e da Universidade de São Paulo (USP) aponta novas explicações sobre como agem no organismo medicamentos utilizados no tratamento do diabetes.
Os rins funcionam como filtros para o corpo humano, neste processo, algumas proteínas controlam a entrada e a saída de substâncias essenciais para os rins. A pesquisa identificou que duas dessas proteínas atuam de forma integrada.
Esta interação ajuda a explicar como o organismo mantém o equilíbrio do volume de líquidos e dos níveis de açúcar no sangue. Logo, os medicamentos acabam sendo úteis também para o bom funcionamento do coração.
A pesquisa liderada pela doutora Adriana Girardi, no Instituto do Coração da USP, e liderada pela professora Cláudia Ferreira Santos, no Instituto de Ciências Biomédicas da USP, mostrou que esses medicamentos, ao inibirem o trocador sódio-glicose, eles também inibem uma outra proteína, a sódio-hidrogênio do tipo 3 no rim e a sódio-hidrogênio do tipo 1 no coração.
Professor e cientista que integra as descobertas, Nilberto Falcão ressaltou que os achados poderão ser úteis no desenvolvimento de terapias futuras. Ele ainda destacou detalhes da pesquisa.
“Essa inibição da sódio-hidrogênio do tipo 3 nos rims provoca também um efeito de aumento da excreção de sódio, além do aumento da excreção de glicose, diminuindo o volume circulante, portanto, diminuindo o trabalho cardíaco, favorecendo a eficiência cardíaca“, explicou.
O estudo foi publicado, este ano, em uma das revistas internacionais mais respeitadas pela comunidade científica da área da Saúde.
