O Santa Sé não participará do chamado “Conselho da Paz” proposto pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A informação foi confirmada nessa terça-feira (18) pelo cardeal Pietro Parolin, principal diplomata do Vaticano.
Segundo ele, a Santa Sé não integrará o colegiado “devido à sua natureza particular, que evidentemente não é a de outros Estados”. O cardeal ressaltou ainda que, no entendimento do Vaticano, a gestão de crises internacionais deve ser conduzida prioritariamente pela Organização das Nações Unidas (ONU).
“Uma preocupação é que, em nível internacional, deve ser acima de tudo a ONU que gerencia essas situações de crise. Esse é um dos pontos em que insistimos”, afirmou.
O papa Leão XIV, primeiro pontífice norte-americano e crítico de algumas políticas adotadas por Trump, havia sido convidado a integrar o conselho em janeiro. Conforme o plano apresentado pelo presidente dos Estados Unidos para a Faixa de Gaza, o grupo teria a função inicial de supervisionar a governança temporária do território palestino.
Posteriormente, Trump anunciou a ampliação do escopo do conselho, que passaria a tratar também de conflitos globais. A primeira reunião do colegiado está prevista para ocorrer em Washington nesta quinta-feira (19).
