Para além da folia, o período de Pré-Carnaval e Carnaval exerce impacto direto na economia de Fortaleza, com reflexos na geração de emprego e renda. Levantamento do Observatório do Turismo da Secretaria Municipal do Turismo de Fortaleza (Setfor) aponta que o ciclo carnavalesco de 2026 deve criar cerca de 67.221 postos de trabalho formais e informais na capital cearense.
O número confirma o ritmo positivo da cidade na criação de vagas temporárias e permanentes associadas ao setor turístico. Na comparação com o mesmo período de 2025, quando foram registrados 56.756 postos de trabalho, o crescimento estimado é de 18,4%.
A importância do investimento no período carnavalesco é destacada pela secretária do Turismo de Fortaleza, Denise Carrá. “Investir no Carnaval é investir nas pessoas e na cidade. Além de garantir acesso à cultura e ao lazer, esse período gera retorno econômico, fortalece o turismo e cria oportunidades de trabalho e renda para a população de Fortaleza“, afirma.
IMPACTO ECONÔMICO
As vagas consideradas no estudo estão relacionadas às atividades características do turismo (ACTs), que abrangem segmentos como hospedagem, alimentação, bares e restaurantes, transporte, eventos, comércio e prestação de serviços, evidenciando o efeito do turismo em toda a cadeia produtiva local.
Durante os dias oficiais do Carnaval, entre 13 e 18 deste mês, a expectativa é de intensa movimentação na rede hoteleira da capital. Dados da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis no Ceará (ABIH-CE) indicam que a taxa média de ocupação deve atingir 72,85% no período.
Estimativas do Observatório do Turismo também apontam que o Ciclo Carnavalesco de 2026 deve atrair aproximadamente 227.140 turistas a Fortaleza. A receita total gerada pela atividade turística é projetada em cerca de R$ 1,15 bilhão, considerando tanto os gastos diretos quanto os efeitos indiretos sobre a economia.
FLUXO TURÍSTICO
O estudo revela ainda mudanças no comportamento dos visitantes durante o período festivo. O tempo médio de permanência deve aumentar de 4,6 para cinco dias, enquanto o gasto médio individual está estimado em R$ 3.668,10, alta de 4,3% em relação a 2025, resultando em um impacto econômico direto de R$ 833,17 milhões na economia local.
