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Projeto quer promover maior inclusão de pessoas gordas e combater gordofobia no Ceará

Está tramitando na Assembleia Legislativa do Estado do Ceará (Alece), um projeto de lei que propõe medidas de inclusão da pessoa gorda em espaços públicos, além de ações de combate à gordofobia no Ceará. A iniciativa é de autoria do deputado estadual Guilherme Bismarck (PSB).

O parlamentar explica que a propositura reafirma o compromisso constitucional com a dignidade humana e com o direito à igualdade de tratamento.

“A gordofobia é um preconceito que ainda carece de enfrentamento sistemático no âmbito das políticas públicas. Esse PL representa um passo essencial para a construção de uma sociedade mais justa, empática e acessível”, afirma Guilherme.

Entre as medidas previstas no projeto de lei, de número 1.005/2025, estão a adequação obrigatória de estabelecimentos públicos e privados localizados no Ceará, para que disponibilizem condições adequadas de acesso à pessoa gorda, como supressão de barreiras e de obstáculos nas vias e espaços públicos; mobiliário urbano, como cadeiras largas; construção e reforma de edifícios e nos meios de transporte e de comunicação.

Essas medidas devem ser seguidas pelos estabelecimentos de lazer, cinemas, restaurantes, escolas, clínicas médicas, hospitais, lojas, igrejas, supermercados, shoppings, repartições públicas e similares.

Dados divulgados pelo Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional (Sisvan), do Ministério da Saúde, apontam que 34,66% da população brasileira está com algum nível de obesidade. Os números são referentes ao ano de 2024, quando foram avaliados 26,2 milhões de pessoas.

“Existe um padrão de corpo socialmente construído, e tudo o que foge a esse padrão é ridicularizado ou ‘não pertence’. Isso afeta muitas pessoas, principalmente mulheres e jovens, gerando sensação de isolamento, ansiedade e falta de pertencimento”, alerta Julia Penaforte, psicóloga do Departamento de Saúde e Assistência Social (DSAS) da Alece.

A embaixadora do segmento Plus Size Ceará, Jaqueline Queiroz, frisa a importância da aprovação do PL. “A existência de uma lei ameniza o preconceito e reeduca o olhar do outro por meio de uma política pública que busca incluir pessoas gordas nos espaços”, defendeu.