O município de Cedro passa a integrar o programa de Fertilização In Vitro (FIV) desenvolvido pela Federação da Agricultura e Pecuária do Ceará (Faec), em parceria com o Sebrae. Voltado à melhoria genética do rebanho leiteiro e ao aumento da produção no estado, a iniciativa, em execução há quase dois anos, utiliza embriões de reprodutores de alta linhagem e tem como meta ampliar em 500 mil litros diários a produção de leite no Ceará. A expectativa é que sejam realizados cerca de mil procedimentos em propriedades rurais do município.
Além de Cedro, o programa está em operação nos municípios de Milhã, Solonópole, Senador Pompeu e Independência, com previsão de expansão para outras regiões. Entre os pequenos produtores atendidos, a produção média passou de 6,6 litros para uma faixa entre 20 e 30 litros por vaca/dia após a adoção da tecnologia. Segundo a Faec, o foco do programa são produtores com rebanhos entre 10 e 30 vacas receptoras.
Iguatu recebe frigorífico com foco em exportação
O município de Iguatu receberá a primeira unidade do frigorífico Masterboi no Ceará. A indústria, de alta capacidade produtiva, sustentabilidade auditada, irá operar sob o Selo de Inspeção Federal (SIF), o que abre acesso a mercados internacionais.
A empresa exporta para mais de 100 países e mantém unidades em Pernambuco, Tocantins e Pará, gerando mais de 4 mil empregos diretos. A planta prevista para o Ceará terá capacidade para o abate diário de até 700 animais, com possibilidade de processamento de bovinos, suínos, caprinos e ovinos.
Para o presidente da Fiec, Amílcar Silveira, a chegada da Masterboi representa um selo de confiança no ambiente de negócios do estado, fortalecendo a competitividade da pecuária, estimulando a geração de empregos e assegurando canais estruturados para o escoamento da produção, inclusive por meio da rede própria de distribuição da empresa.
Chapada do Araripe concentra novos investimentos em algodão
A Chapada do Araripe, na região do Cariri, passa a integrar a nova fronteira agrícola do Ceará, com a chegada de produtores de grãos de estados como Mato Grosso, Tocantins e Piauí. A Faec, em parceria com o Governo do Estado, a Federação das Indústrias do Ceará (Fiec) e o Sebrae, coordena ações para estruturar, no médio prazo, um polo produtor de algodão de fibra longa.
Como etapa preparatória, já estão sendo cultivadas áreas com soja, visando à adequação do solo para o plantio do algodão nos próximos dois anos. Segundo Amílcar Silveira, os empreendimentos instalados na região seguem critérios ambientais, sociais e econômicos, fator que tem estimulado a chegada de investidores de outros estados. A iniciativa tem o apoio da Embrapa Algodão, que mantém um campo experimental em Barbalha, onde desenvolveu a cultivar BRS Araripe, adaptada ao cultivo irrigado ou de sequeiro e com resistência ao bicudo.
Programa de forrageiras avança como medida preventiva para a pecuária
Com foco na garantia de alimentação do rebanho diante da possibilidade de estiagem, a Faec vem ampliando o Programa Forrageiras do Ceará. Executada com apoio do Sebrae, a iniciativa estimula o cultivo de milho, sorgo, palma, soja e capim para formação de estoques forrageiros. Em 2025, o programa implantou áreas de forragem em cerca de 500 pequenas propriedades rurais, cumprindo a meta anual do programa.
As ações ocorrem em um contexto de incerteza para a quadra chuvosa de 2026. O presidente da Fiec, Amílcar Silveira, destaca que, entre 2012 e 2017, o Ceará enfrentou um prolongado período de escassez hídrica, com índices pluviométricos abaixo da média histórica. Ainda assim, a pecuária leiteira apresentou crescimento, resultado de ações como o armazenamento de forragem em silos de superfície ou de trincheira, garantindo alimentação contínua ao rebanho.
