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Centro Cultural Belchior abre exposição que celebra infâncias negras com obras de Alexia Ferreira

O Centro Cultural Belchior (CCBel), em parceria com o Sobrado Doutor José Lourenço, abre nesta quinta-feira (5), às 18 horas, a exposição Fazendo arte como não podia fazer quando criança, primeira mostra individual da artista Alexia Ferreira. Aberta ao público e gratuita, a exposição reúne 19 obras e convida pessoas de todas as idades a celebrar o universo das infâncias negras, tendo a memória como eixo central.

A mostra segue em cartaz até o dia 7 de março, no CCBel, equipamento da Secretaria da Cultura de Fortaleza (Secultfor), gerido em parceria com o Instituto Cultural Iracema (ICI). Com curadoria de Rodrigo Lopes, o título da exposição se inspira no pensamento do escritor e ativista quilombola Antônio Bispo dos Santos, referência fundamental para a proposta conceitual da artista.

O conjunto apresenta um panorama da produção de Alexia Ferreira, com destaque para a colagem, linguagem recorrente em seus processos criativos. As peças dialogam com lembranças, afetos e experiências atravessadas pela vivência negra, propondo reflexões sensíveis sobre infância, identidade e pertencimento.

A MOSTRA

A iniciativa integra o programa Percursos, idealizado pelo Sobrado Doutor José Lourenço, espaço que compõe a Rede Pública de Equipamentos Culturais da Secretaria da Cultura do Ceará (Secult) e é gerido em parceria com o Instituto Mirante de Cultura e Arte. A visitação é gratuita e aberta a todos os públicos.

O funcionamento do Centro Cultural Belchior ocorre de terça-feira a sábado, das 9 às 21 horas. O espaço recebe visitantes interessados em conhecer produções contemporâneas e propostas que dialogam com diversidade, memória e território.

A ARTISTA

Alexia Ferreira é artista visual e tem a memória como fio condutor de sua prática artística. Graduanda em Filosofia pela Universidade Estadual do Ceará (Uece), já participou de exposições em instituições como Museu de Arte Contemporânea do Ceará, Centro Cultural Belchior, Museu da Língua Portuguesa e Sesc Pompeia.

A trajetória inclui residência na Escola Porto Iracema das Artes, em 2023, além de passagens pelo Ateliê e Escola de Artes Sertão Negro e pela Pinacoteca do Ceará, em 2024. Em 2026, inaugura sua primeira exposição individual, “Fazendo arte como não podia fazer quando criança”.

O CURADOR

Rodrigo Lopes é arte-educador, pesquisador e curador. Seu trabalho investiga álbuns de família, fotografias e outros fragmentos de tempo, explorando usos e sentidos na arte/educação e na arte contemporânea.

Doutorando e mestre em Arte e Educação pela Universidade Estadual Paulista (Unesp), com bolsa da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), é bacharel em Comunicação Social pela Universidade Federal do Ceará (UFC). Atua como coordenador do Laboratório de Arte Contemporânea (LAC) e integra o Núcleo Negro de Pesquisa e Extensão (Nupe). Sua obra integra o acervo da Pinacoteca do Ceará.