O chefe da Casa Civil do Governo do Ceará, Chagas Vieira, afirmou nesta segunda-feira (2) que há uma movimentação política para tentar manter o ministro da Educação, Camilo Santana (PT), afastado do cenário eleitoral cearense. A declaração foi dada durante a abertura dos trabalhos legislativos de 2026, na Assembleia Legislativa do Estado do Ceará (Alece).
Segundo Chagas, a estratégia tem como objetivo evitar que Camilo atue diretamente na articulação política no Estado e no Nordeste, fortalecendo o projeto político liderado pelo presidente Lula (PT), pelo governador Elmano de Freitas (PT) e pela base aliada.
“Eles querem pressionar o Camilo para ele continuar no MEC. Eles têm receio do Camilo vir para cá e ajudar na campanha, sair rodando o Ceará, sair ajudando o Lula e o Elmano pelo Nordeste. É isso que eles querem. É simplesmente um jogo que eles fazem e que ninguém cai nessa, porque aqui o nosso projeto é de grupo, não é projeto pessoal”, afirmou.
A fala reforça o discurso adotado pelo núcleo político do Governo do Estado, que tem destacado a construção coletiva das decisões e a unidade da base governista diante das articulações para as eleições de 2026.
Segurança pública no centro do discurso
Durante o pronunciamento, Chagas Vieira também destacou as ações do Governo do Ceará na área da segurança pública, contrapondo as políticas adotadas pelo Executivo estadual a discursos que, segundo ele, relativizam ou promovem organizações criminosas.
“Vamos continuar fortalecendo as nossas forças de segurança. Estamos hoje com o concurso da segurança em andamento, com mais de 2 mil vagas. Serão mais policiais nas ruas, aumentaremos as viaturas blindadas e fortaleceremos as nossas forças de segurança”, disse.
O chefe da Casa Civil foi enfático ao afirmar que a prioridade do governo é o enfrentamento direto às facções criminosas, com valorização das forças policiais. “Enquanto tem gente que faz promoção de facção, o Governo do Estado faz promoção de polícia. É a polícia que nós temos que valorizar e enfrentar as facções”, completou.
As declarações ocorrem em um momento de intensificação do debate político no Ceará, com a retomada dos trabalhos legislativos e a antecipação das discussões eleitorais, especialmente em torno da composição do grupo governista e da atuação de suas principais lideranças no cenário nacional e estadual.
Com colaboração de Felipe Barreto.
