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Prefeito de Quixeramobim detalha avanços econômicos e propostas de regionalização no Sertão Central

O prefeito de Quixeramobim, Cirilo Pimenta, detalhou em entrevista ao programa “Roberto Moreira Entrevista”, do grupo Opinião CE, os indicadores que levaram o município à liderança econômica do Sertão Central. Durante o diálogo com o jornalista Roberto Moreira, o gestor abordou a transição da economia local, que hoje registra o maior Produto Interno Bruto (PIB) da região e o 17º do estado.

Segundo Pimenta, a cidade vive um processo transformação econômica em duas frentes: a industrialização e o fortalecimento do setor primário. “Nós transformamos a pecuária de corte em pecuária de leite com o programa Infoleite”, afirmou o prefeito, ressaltando que Quixeramobim é atualmente a maior bacia leiteira do Ceará e a segunda maior do Nordeste. No setor industrial, o destaque é o polo calçadista, o segundo maior do estado, com uma unidade que emprega 8 mil funcionários e produz 50 mil pares de calçados por dia.

Mercado de Trabalho e Porto Seco

Um dos pontos centrais da entrevista foi o índice de empregabilidade. Pimenta informou que o município possui 13 mil famílias com carteira assinada, superando as 12 mil que dependem do programa Bolsa Família. Para qualificar a mão de obra, foi criado o programa “Além das Bolsas”. “A grande maioria [das pessoas no Bolsa Família] estão no programa porque não teve a oportunidade de ser qualificada no tempo certo”, avaliou o gestor.

Sobre o futuro logístico, o prefeito detalhou o projeto do Porto Seco José Dias Macedo, que ocupará 300 hectares e funcionará como um terminal alfandegário sem água. “Ele vai dar uma oportunidade de grande salto na economia, não só de Quixeramobim, mas de todos os municípios por onde a Transnordestina vai passar”, projetou Pimenta. O equipamento receberá grãos, petróleo e mercadorias de e-commerce, com expectativa de reduzir o custo do frete para 1/3 do valor atual do transporte rodoviário.

Saúde, segurança e Modelo de Gestão

Na área social, o prefeito citou que o Hospital Municipal Pontes Neto realiza cerca de 200 cirurgias mensais, desafogando o Hospital Regional do Sertão Central. Na segurança, mencionou dados de 2025 que indicam o registro de cinco mortes violentas e nenhum feminicídio no município. Pimenta atribui a calmaria ao modelo de convivência política: “A calmaria política, ela é fundamental. O município que vive sob o conflito, dificilmente ele tem uma garantia jurídica de que o investidor vai chegar”.

O gestor também propôs uma discussão sobre a descentralização da economia cearense. “Não pode ser uma política só para o Ceará como todo. Ela tem que ser dividida por região, porque são regiões diferentes, com características diferentes”, defendeu. A sugestão de Pimenta é que o governo estadual dedique períodos de dez dias para planejar ações específicas com cada região, respeitando vocações como o agronegócio, o turismo e a mineração.