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Evandro anuncia reunião com Governo do Estado para discutir as manchas no mar de Fortaleza

O prefeito Evandro Leitão (PT) informou que se reuniu ontem (28) com o governador Elmano de Freitas (PT) para discutir as manchas escuras que têm aparecido no mar das praias de Fortaleza, nos últimos dias. Com o retorno do período chuvoso, ativistas denunciam que esgoto clandestino tem sido despejado no oceano.

Segundo o gestor, em coletiva de imprensa nesta quinta-feira (29), uma reunião foi marcada para o próximo sábado (31) entre equipes da Prefeitura de Fortaleza e do Governo do Estado do Ceará, com participação da Cagece.

“Eu estive conversando com o governador. A gente vai se reunir, as nossas equipes, para que a gente possa avançar. Para que a Prefeitura não possa estar transferido o problema para o Governo do Estado, nem o Governo do Estado possa estar transferindo para a Prefeitura essa responsabilidade. Os dois entes, unidos, juntos, vamos procurar uma solução definitiva para essa situação, que já vem há alguns anos acontecendo”, disse Evandro.

O prefeito admitiu que vê a situação com preocupação, porque além de ser um problema de saúde pública, isso impacta o turismo da cidade. “Fortaleza é uma cidade turística. Nesse período, estamos com mais de 90% de ocupação na nossa rede hoteleira e fica muito feio para a cidade uma situação como essa”, pontuou.

O gestor destalhou que estarão presentes na reunião, além da Cagece, representantes da Agência Reguladora do Estado do Ceará (Arce), da Agência de Regulação de Fortaleza (ACFor), da Secretaria de Infraestrutura do Município, da Agência de Fiscalização de Fortaleza (Agefis) e da Regional 2. “Vamos iniciar um processo para saber o que decorre para que aconteça aquela mancha, que termina fluindo para o mar”, concluiu.

As manchas apareceram em pontos como a Praia do Mucuripe e o Espigão da Rui Barbosa, na Praia de Iracema. O ativista André Comaru, do Coletivo Nossa Iracema, denuncia que a situação ocorre pela ligação clandestina de esgoto no sistema pluvial, que deveria receber apenas água das chuvas. “A chuva vem e arrasta o esgoto para o mar. Além de esgoto, traz resto de construção”, disse.

André fez um apelo para que a gestão solucione o problema, que vem ocorrendo há muitos anos. “A gente vê essa tragédia ambiental, econômica para o turismo, e pra vida. Isso é um desrespeito com todas as formas de vida. Os endereços já estão mapeados de processos do Ministério Público. É tamponar, multar, religar e fiscalizar”, completou o ativista.