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Comitiva do Banco Mundial visita empresas que atuam com cabos submarinos em Fortaleza

Uma comitiva do Banco Mundial visitou, na última quarta-feira (dia 28), duas empresas de cabos submarinos, a Cirius e a Telxius, potências mundiais neste segmento, que atuam, na Praia do Futuro, em Fortaleza. A agenda teve o intuito de reforçar o compromisso da instituição financeira em avançar com a agenda de transformação digital do Ceará.

A visita foi liderada por Michel Kerf, diretor do regional de Transformação Digital do Banco Mundial para a América Latina, Caribe, Europa e Ásia Central, mas contou com a presença do subsecretário de Articulação Interna e Projetos Estratégicos de Santa Catarina, Emerson Luís Pereira, que tem trabalhado em ações de desenvolvimento digital no Sul do país.

“A visita valeu para me inteirar melhor como funciona uma empresa de cabo submarino no Brasil”, disse Michel Kerf. Na sua avaliação, uma economia para ser produtiva precisa ter esse tipo de capacidade, com geração de trabalho e capacitação.

Felipe Ferreira Kamael, engenheiro de venda da Cirius, explicou que a empresa escolheu Fortaleza para lançar os cabos de fibra óptica em 2000 por considerar que a cidade vinha se consolidando para ser uma das maiores capitais do país.

Os visitantes percorreram sala de controle, geradores de energia, sala de baterias, controle de automação da energia, terminais de cabos e outros aparatos digitais. A comitiva também pode contemplar as máquinas que emitem impulsos de energia e luz a laser para os cabos de fibra óptica fazerem a travessia do Atlântico para outros continentes, em alta velocidade.

“A existência do poder de computação ajuda a progredir nessa direção de uma maneira inclusiva, de modo a não ampliar as desigualdades, mas de maneira que toda a sociedade possa aproveitar a possibilidade de crescimento da tecnologia”, acrescenta o diretor do Banco Mundial.

Os datas centers, previstos para serem instalados no Ceará, são um exemplo do efeito da economia digital, argumenta Hugo Figueirêdo, presidente da Empresa de Tecnologia da Informação do Ceará (Etice), que antecipou que outros projetos serão discutidos com Banco Mundial.