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Empresas cearenses recebem Selo ESG-FIEC por boas práticas de sustentabilidade e governança

As empresas Companhia Docas do Ceará, Terminais Portuários Ceará (TECER), Linhas & Cores e BSPAR Incorporações receberam, nesta terça-feira (27), o Selo ESG-FIEC, certificação concedida pela Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec) que reconhece boas práticas de sustentabilidade ambiental, responsabilidade social e governança corporativa na indústria cearense. A cerimônia também marcou a recertificação da BSPAR Incorporações, que havia obtido o selo pela primeira vez em 2024.

O evento foi conduzido pelo presidente da Fiec, Ricardo Cavalcante, e contou com a presença de Beto Studart, fundador da BSPAR Incorporações e ex-presidente da Fiec; Lúcio Gomes, diretor-presidente da Companhia Docas do Ceará; Carlos Maia, diretor acionista da TECER; e Eliza Pinto, diretora da Linhas & Cores, além de empresários, autoridades, presidentes de sindicatos industriais, gestores do Sistema Fiec e colaboradores das empresas reconhecidas.

Com as novas certificações, o Ceará passa a contar com 36 indústrias detentoras do Selo ESG-FIEC, sendo quatro recertificadas. Desse total, 12 empresas possuem o selo na categoria AAA, nota máxima nos critérios ambiental, social e de governança.

“Mais do que indicadores, esses números revelam a disposição crescente das indústrias cearenses de assumir responsabilidade estratégica sobre suas decisões, fortalecendo sua competitividade e sua posição em um mercado cada vez mais exigente”, destacou Ricardo Cavalcante. Segundo ele, as empresas certificadas demonstram que é possível crescer e inovar incorporando a sustentabilidade e a governança à estratégia do negócio.

O presidente da Fiec ressaltou ainda que o selo conta com a chancela do Bureau Veritas, um dos maiores organismos certificadores do mundo, o que garante reconhecimento internacional à iniciativa. “Isso significa que as empresas certificadas no Ceará passam a contar com uma validação aceita nos principais mercados globais”, afirmou.

Ações estratégicas

Responsável pela administração do Porto do Mucuripe, em Fortaleza, a Companhia Docas do Ceará mantém mais de 50 projetos ativos voltados aos pilares ESG, segundo o diretor-presidente Lúcio Gomes. Entre as ações estão a transição para fontes de energia renovável, metas de descarbonização e iniciativas de transparência administrativa.

“É uma responsabilidade muito grande, porque alcançamos o patamar BBB e precisamos manter e evoluir. A Docas é a primeira estatal a conquistar esse reconhecimento”, afirmou Lúcio Gomes, ao destacar que o selo representa o coroamento de um trabalho contínuo de modernização e planejamento estratégico.

Reconhecimento

Representando a TECER Terminais Portuários, que atua no Porto do Pecém, Carlos Maia destacou a importância da certificação para o setor de logística. Segundo ele, o selo agrega valor aos serviços prestados e fortalece a relação com clientes e parceiros. “Para quem exporta e importa, ter parceiros certificados agrega valor ao produto. É um ganha-ganha para todo o ecossistema”, afirmou.

Diretora da Linhas & Cores, empresa cearense do setor de moda íntima com 35 anos de atuação, Eliza Pinto ressaltou que o processo de certificação impulsionou mudanças internas significativas. Entre elas, a melhoria na destinação de resíduos têxteis e a revisão de processos de governança, códigos de ética e políticas sustentáveis. “Esse reconhecimento mostra que pequenas e médias empresas também podem alcançar esse selo, ao lado de grandes organizações”, destacou.

Reconhecida com nota máxima em 2024, a BSPAR Incorporações renovou o Selo ESG-FIEC, reforçando o compromisso com práticas sustentáveis. Para Beto Studart, a recertificação demonstra que o ESG está incorporado à cultura da empresa. “Manter o selo é ainda mais desafiador do que conquistá-lo. Ele mostra que o ESG é tratado como uma questão cultural dentro da BSPAR”, afirmou.

A gestora do Núcleo ESG da Fiec, Alcileia Farias, destacou que o selo vem se consolidando como referência nacional. “É a chancela que as empresas precisam para mostrar ao mundo que são sustentáveis. Não é marketing, é certificação auditada e reconhecida internacionalmente”, concluiu.