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Lula pede a Trump que Conselho da Paz se limite à Faixa de Gaza

O presidente Lula (PT), em conversa por telefone com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sugeriu que o “Conselho da Paz” se limite a discutir questões relacionadas à Faixa de Gaza. O brasileiro também pediu que a Palestina tenha um assento no grupo. Na conversa, Lula reiterou ainda que é importante manter a paz na Venezuela e na América do Sul.

O teor da conversa entre os chefes de Estado foi divulgado pelo Palácio do Planalto, em nota.

O Conselho da Paz foi criado pelos Estados Unidos e, até o momento, conta com a adesão de cerca de 35 países. Lula foi um dos líderes convidados a ocupar um assento no conselho, mas ainda não respondeu ao convite. Ele já afirmou, em declaração recente, que Trump está querendo “criar uma nova ONU”.

Segundo o Planalto, o presidente brasileiro também reforçou a importância de uma reforma abrangente na ONU, ampliando o número de membros permanentes do Conselho de Segurança.

Durante a conversa, que durou 50 minutos, ficou combinada uma visita de Lula aos Estados Unidos. Não foi definida uma data, mas a visita deve ocorrer após a viagem do presidente brasileiro à Índia e à Coreia do Sul, em fevereiro.

Os presidentes também conversaram sobre a relação entre os países. Lula voltou a propor um fortalecimento da cooperação entre os dois países no combate ao crime organizado.

“Lula manifestou interesse em estreitar a parceria na repressão à lavagem de dinheiro e ao tráfico de armas, bem como no congelamento de ativos de grupos criminosos e no intercâmbio de dados sobre transações financeiras. A proposta foi bem recebida pelo presidente norte-americano”, afirmou o Planalto.

Economia

Ainda de acordo com o Planalto, Lula e Trump também conversaram sobre o estreitamento da relação entre Brasil e EUA. No ano passado, o tarifaço de agosto distanciou os dois países. Em novembro, desde que houve a redução de tarifas de alguns produtos brasileiros exportados, as nações voltaram a se aproximar.

“O presidente Trump afirmou que o crescimento econômico dos Estados Unidos e do Brasil é positivo para a região como um todo. Ambos saudaram o bom relacionamento construído nos últimos meses, que resultou no levantamento de parte significativa das tarifas aplicadas a produtos brasileiros”, destacou o Governo Federal.

Os dois se encontraram pessoalmente pela primeira vez na Assembleia Geral da ONU, em Nova York, em setembro. Na ocasião, Trump afirmou ter tido uma “química excelente” com Lula.

Ambos se encontraram novamente em outubro, na 47ª Cúpula da Associação de Nações do Sudeste Asiático (Asean), na Malásia. Dessa vez, puderam sentar e conversar em uma reunião classificada como “muito positiva” pelo chanceler brasileiro, Mauro Vieira.

No mês seguinte ao encontro, os Estados Unidos retiraram a sobretaxa de 40% sobre vários produtos brasileiros.