O secretário-chefe da Casa Civil, Chagas Vieira, usou as redes sociais para criticar a atuação do deputado estadual Carmelo Neto (PL). Na publicação, o gestor apontou abuso de poder e classificou a conduta do parlamentar de extrema-direita como arbitrária.
O episódio citado envolve a abordagem a um vigilante, descrita como humilhante e marcada por assédio moral. Segundo Chagas, o trabalhador foi exposto de forma desnecessária durante a ação do deputado.
A manifestação também ressaltou que a atitude provocou reação de entidades representativas. A direção do sindicato da categoria realizou protesto e cobrou providências diante do ocorrido.
ATRIBUIÇÕES
Para Chagas Vieira, Carmelo Neto fugiu das atribuições do mandato parlamentar. A crítica destacou que ações do tipo não fazem parte das funções individuais de um deputado estadual.
De acordo com o secretário, fiscalizações possuem caráter colegiado. Esse tipo de procedimento deve ser conduzido por membros de comissões oficiais da Assembleia Legislativa (Alece).
A Procuradoria-Geral do Estado (PGE) foi citada como referência técnica sobre o tema. A posição do órgão indica que esse tipo de atuação não é atribuição direta de parlamentares de forma isolada.
PROVIDÊNCIAS
A Casa Civil informou que o caso será levado à PGE para análise jurídica. Antes disso, representantes sindicais já haviam denunciado abusos do parlamentar de extrema-direita contra funcionários e pessoas que buscavam atendimento no Hospital Universitário do Ceará (HUC).
Chagas Vieira classificou o episódio como uma ação irresponsável e inconsequente. A declaração reforçou o tom crítico adotado contra o deputado extremista de direita.
O secretário afirmou que o debate precisa respeitar limites institucionais. A defesa de servidores e trabalhadores foi apontada como prioridade diante de situações semelhantes.
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