A temporada de desova da tartaruga-de-pente já começou em Fortaleza e representa um sinal importante para a conservação da espécie. O primeiro ninho do período foi identificado pelo projeto Tartarugas do Futuro. O registro ocorreu nas proximidades da barraca Itapariká, na Praia do Futuro. A área é considerada uma das mais relevantes para a reprodução desses animais no litoral cearense.
Com cerca de 100 ovos, o ninho passou a ser monitorado pela equipe do projeto. A estimativa aponta para a eclosão no próximo dia 16 de fevereiro.
MONITORAMENTO
A identificação do primeiro ninho da temporada reforça a necessidade de vigilância contínua nas praias urbanas. A atenção se intensifica durante o período reprodutivo da espécie.
“A cada ninho encontrado, renovamos nosso apoio à proteção da espécie e ao cuidado desse território tão sensível”, afirma a bióloga Alice Frota, coordenadora voluntária do Tartarugas do Futuro.

Em Fortaleza, a desova das tartarugas-de-pente ocorre, geralmente, entre setembro e março. Os picos de nascimento costumam acontecer entre fevereiro e junho.
CONSERVAÇÃO
A Praia do Futuro se destaca como ponto estratégico para a conservação. O local concentra registros frequentes de ninhos em uma área de grande circulação humana.
O Projeto Tartarugas do Futuro atua de forma independente e voluntária na proteção da espécie. A tartaruga-de-pente é considerada globalmente ameaçada de extinção. As ações incluem monitoramento de ninhos nas praias da Sabiaguaba e do Futuro. O trabalho envolve educação ambiental, produção científica e mobilização social.
APOIOS
A iniciativa conta com apoio do GPTMAR, grupo de pesquisa cadastrado no diretório do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). A Universidade Estadual do Ceará (Uece) e o Instituto de Ciências do Mar (Labomar), da Universidade Federal do Ceará, também participam da ação. O projeto recebe ainda apoio do Coletivo Ayoká. A atuação dá continuidade ao legado de programas de conservação marinha desenvolvidos no Ceará.
