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Revitalização do algodão no Ceará beneficiará 400 pequenos produtores de Quixeramobim

Prefeito Cirilo Pimenta, durante reunião no Palácio da Abolição nesta quarta-feira (21). Foto: Hiane Braun/Casa Civil

Quixeramobim foi um dos município cearenses beneficiados com Termo de Compromisso assinado pelo governador Elmano de Freitas (PT) para fortalecer e revitalizar a produção de algodão – a cotonicultura – no Estado. Na cidade do Sertão Central, segundo o prefeito Cirilo Pimenta (PSB), 400 pequenos produtores serão beneficiados.

Cirilo participou, nesta quinta-feira (21), de encontro com o Executivo estadual no Palácio da Abolição. Para o gestor, a iniciativa permite que o algodão possa voltar a ter a importância econômica no interior do Ceará, que já teve no passado, ocasião em que era chamado de “ouro branco”. Como exemplo de outras vantagens que a produção de algodão pode trazer às cidades e aos produtores, aliás, ele cita a alta produtividade e a maior resistência a pragas.

“Tudo isso vai agregar mais valor e retomar uma cultura que vai fortalecer cada vez mais a cadeia produtiva também do estado, que é a cadeia da confecção”, pontuou.

Por meio do programa, serão entregues sementes adaptadas para serem plantadas principalmente em regiões com restrições hídricas.

Inicialmente, a política tem foco em regiões com histórico e potencial para o algodão, como os Inhamuns, com cidades como Tauá, Parambu e Arneiroz, já integrados. Outros municípios, ligados à Associação dos Produtores de Algodão do Ceará (Apaece), como Caucaia, Iguatu e Quixeramobim, também participam.

Além desses, também estão incluídos Aiuaba, Quiterianópolis, Novo Oriente, Pedra Branca, Catarina e Independência como integrantes da região dos Inhamuns, e Jaguaruana, Ocara, Itatira, Quixadá, Acopiara e Morada Nova, ligados à Apaece.

Perspectiva econômica para a cotonicultura

Elmano lembrou o acordo realizado entre o Mercado Comum do Sul (Mercosul) e a União Europeia (UE), que, conforme ele, representa novas perspectivas econômicas para o Estado.

“Não tenho nenhuma dúvida de que todo o algodão que for produzido será comprado, porque teremos demanda para a indústria têxtil do Ceará. Estamos indo no caminho correto”, afirmou.

A cooperação técnica e operacional, focada na distribuição e no uso adequado de sementes de alta qualidade, visa reintegrar o algodão como motor de desenvolvimento econômico e social, que, no Ceará, já foi tratado como o “ouro branco”.

Diferente de modelos convencionais, a parceria foca ainda na transferência de tecnologia e no suporte técnico, sem o repasse direto de recursos financeiros, garantindo, de acordo com o Governo, que o fortalecimento da cadeia produtiva ocorra de forma sustentável e estruturada.

“Momento histórico para a agricultura”

Também participaram do encontro o secretário do Desenvolvimento Econômico, Domingos Filho (PSD), e representantes de órgãos como a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), a Apaece, prefeitos e demais autoridades.

Na avaliação de Elmano, a assinatura do termo se tratou de um “momento histórico para a agricultura do Ceará”. Segundo o chefe do Executivo cearense, o programa vai permitir avanços na produtividade.

“Essa é a nossa oportunidade. Porque nós vamos, evidentemente, ter esses plantios, eles vão dar certo, mas também podem nos permitir que a Embrapa pesquise mais, avance tecnologicamente e aumente a produtividade dessas áreas”, frisou.

Domingos frisou que a política foi fruto de “uma visão estratégica” do governador Elmano com o agronegócio do Estado. “Fomentar esta política pública é dar um passo significativo para o desenvolvimento econômico e sustentável”, disse.

O secretário também apontou que o Governo está atendendo a um “pleito histórico” e “essencial” para o campo.