A Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene) concedeu incentivos fiscais, em 2025, a 108 empresas instaladas no Ceará. Os empreendimentos beneficiados mantêm 34.805 postos de trabalho e estão ligados a investimentos privados de R$ 2,84 bilhões, aplicados antes do acesso ao benefício.
Em toda a área de atuação da Sudene, 671 empresas foram enquadradas nos incentivos ao longo do ano. O número supera o resultado registrado em 2024 e indica maior procura pelos mecanismos de estímulo ao desenvolvimento regional.
Na prática, o incentivo permite que parte do Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ) devido seja direcionada para investimentos na própria empresa. A medida amplia a capacidade de modernização, expansão das atividades e atualização de equipamentos.
IMPACTO REGIONAL
Para o superintendente da Sudene, Francisco Alexandre, os incentivos fortalecem o crescimento dos negócios ao longo do tempo. Segundo ele, a política aumenta a atratividade econômica e estimula a dinâmica produtiva nos territórios atendidos pela autarquia.
Do total de benefícios concedidos no Ceará em 2025, 92 correspondem à redução de 75% do IRPJ. Outras 16 empresas optaram pelo reinvestimento de 30% do imposto devido, conforme as regras do programa.
Os recursos da redução tributária apoiam a implantação de 43 empreendimentos e a modernização de 44 empresas. Além disso, 16 organizações destinam os valores à complementação de equipamentos, enquanto três investem na diversificação da produção e duas solicitaram transferência do benefício.
CADEIAS PRODUTIVAS
De acordo com o diretor de Fundos, Incentivos e de Atração de Investimentos da Sudene, Heitor Freire, os incentivos alcançam diversas cadeias produtivas estratégicas. No Ceará, os benefícios estão presentes nos setores de agricultura, eletroeletrônica, informática, infraestrutura e turismo, especialmente hotelaria.
O alcance inclui ainda indústrias de alimentos, vestuário e calçados, papel e celulose, metalurgia, minerais não metálicos, móveis, químicos e produtos farmacêuticos. A diversidade reforça o papel do incentivo na economia estadual.
A concessão do benefício ocorre após enquadramento técnico e legal do empreendimento. Entre as exigências estão a localização na área da Sudene, atuação em setor prioritário definido pelo Decreto 4.213, de 26 de abril de 2002, e tributação pelo regime de lucro real.
Equipes técnicas da superintendência realizam vistorias periódicas para assegurar a correta aplicação dos recursos. Além dos incentivos fiscais, a Sudene opera linhas de crédito por meio do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE) e do Fundo de Desenvolvimento do Nordeste (FDNE), ampliando o apoio ao investimento produtivo.
