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Brasil terá delegação recorde nos Jogos Olímpicos de Inverno de Milão-Cortina

O Brasil disputará os Jogos Olímpicos de Inverno de Milão-Cortina, na Itália, com a maior delegação de sua história. Ao todo, serão 14 atletas em cinco modalidades, conforme lista divulgada nesta segunda-feira (19) pelo Comitê Olímpico Brasileiro (COB). A competição acontece entre os dias 6 e 22 de fevereiro e marca um novo patamar para os esportes de inverno no país, superando o recorde anterior de 13 competidores registrado nos Jogos de Sochi, em 2014.

Entre os principais destaques da equipe brasileira estão Lucas Pinheiro Braathen, no esqui alpino, Nicole Silveira, no skeleton, e Pat Burgener, no snowboard halfpipe – atletas que vêm de pódios recentes na atual temporada internacional de esportes de inverno, iniciada em novembro. Com um grupo mais experiente e competitivo, o Brasil alimenta a expectativa de conquistar sua primeira medalha olímpica em Jogos de Inverno.

No esqui alpino, além de Braathen, a delegação contará com Christian Oliveira, Giovanni Ongaro e Alice Padilha. Já no esqui cross-country, foram convocados Eduarda Ribera, Bruna Moura e Manex Silva. O snowboard halfpipe terá Pat Burgener e Agostinho Teixeira como representantes, enquanto Nicole Silveira será a única atleta brasileira no skeleton.

No bobsled, o nome já confirmado é o do piloto do trenó 4-man, Edson Bindilatti. O baiano de 46 anos disputará sua sexta Olimpíada de Inverno, consolidando-se como um dos nomes mais experientes da história do esporte olímpico brasileiro. Os outros três integrantes do trenó, além de um atleta reserva, ainda serão anunciados.

Destaques individuais

Entre os nomes mais cotados ao protagonismo está Nicole Silveira. A gaúcha de 31 anos, quarta colocada no Mundial de skeleton em 2024, chega embalada após conquistar a medalha de bronze na etapa da Copa do Mundo da modalidade, em St. Moritz, na Suíça. Radicada no Canadá desde a infância, Nicole já esteve nos Jogos de PyeongChang 2018, quando ainda competia no bobsled.

Outro nome de peso é Edson Bindilatti, pioneiro do bobsled brasileiro. Ele garantiu a vaga do Brasil em Milão-Cortina ao terminar em quarto lugar na Copa América de bobsled, em Lake Placid, nos Estados Unidos. Bindilatti soma participações em Salt Lake City 2002, Turim 2006, Vancouver 2010, Sochi 2014, PyeongChang 2018 e Pequim 2022.

No esqui alpino, Lucas Pinheiro Braathen chega como principal esperança de resultado expressivo. O atleta, que passou a defender o Brasil em 2024, acumula quatro pódios na atual temporada da Copa do Mundo, incluindo três medalhas de prata e uma vitória no slalom, na Finlândia. Nascido em Oslo, filho de mãe brasileira e pai norueguês, Lucas vive o melhor momento da carreira às vésperas dos Jogos.

A modalidade também contará com Christian Oliveira, carioca que cresceu na Noruega, Giovanni Ongaro, nascido na Itália e naturalizado esportivamente brasileiro, e Alice Padilha, que recoloca o Brasil na disputa feminina do esqui alpino após duas edições sem representantes. Alice iniciou no esporte ainda criança, nos Estados Unidos, e atualmente treina na Áustria.

No esqui cross-country, Eduarda Ribera disputará sua segunda Olimpíada após estrear em Pequim 2022. Bruna Moura, que perdeu os Jogos anteriores por conta de um acidente, faz sua aguardada estreia olímpica, enquanto Manex Silva, acreano de 23 anos, retorna após competir também em Pequim.

No snowboard halfpipe, Pat Burgener chega como um dos grandes símbolos da nova fase do Brasil nos esportes de inverno. Nascido na Suíça e com nacionalidade esportiva brasileira desde 2024, ele conquistou pódio inédito para o país na Copa do Mundo da modalidade, em Calgary, no Canadá. Agostinho Teixeira completa a equipe, após títulos e bons resultados em competições europeias e mundiais.

Com uma delegação maior, mais diversa e tecnicamente qualificada, o Brasil chega a Milão-Cortina 2026 não apenas para marcar presença, mas para consolidar seu crescimento no cenário olímpico de inverno e, pela primeira vez, sonhar de forma concreta com uma medalha.