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Conheça Augusto: o menino que usa a tecnologia para aprender e sonhar alto

Usar telas demais pode fazer mal. Mas, quando usadas com cuidado e orientação, elas também podem ajudar muito no aprendizado e na realização de sonhos. Um bom exemplo disso é Augusto de Paula, de 8 anos, morador de Baturité (CE).

Ele é uma criança com superdotação, ou seja, aprende algumas coisas mais rápido do que a maioria das crianças. Além disso, ele fala dois idiomas e já conquistou várias medalhas em olimpíadas. Agora, Augusto vai viver um grande sonho: participar de uma olimpíada de ciência, nos Estados Unidos.

Telas com responsabilidade

Desde pequeno, Augusto sempre gostou de aprender. As telas fazem parte da sua rotina, mas com regras bem combinadas com os pais. Eles escolhem conteúdos educativos e controlam o tempo que ele passa em frente ao celular ou à TV.

Foi assim que, aos 4 anos, Augusto aprendeu inglês assistindo a vídeos e passou a se interessar ainda mais por ciência. “Gosto de ver vídeos que explicam como as coisas funcionam, sobre carros, tecnologia, piano e animais”, conta Augusto.

Mesmo gostando de aprender com a tecnologia, ele sabe que não pode exagerar. “Quando usamos telas demais, o cérebro pode ficar cansado. Por isso, eu sempre assisto no celular da minha mãe. Ela vê o que estou assistindo e bloqueia o que não é bom pra mim”, explica.

A mãe, Vaneuda de Paula, percebeu mudanças importantes quando diminuiu o tempo de tela do filho. “Ele ficou menos irritado, mais criativo nas brincadeiras e começou a se concentrar e comer melhor”, afirma.

Quando não está usando tecnologia, Augusto gosta de várias atividades divertidas, como:

  • Brincar no parquinho
    • Andar de bicicleta
    • Montar Lego
    • Brincar com carrinhos
    • Ler livros
    • Passear e conhecer novos lugares

Ele também toca piano e gosta de desenhar e criar, atividades que ajudam a mente a descansar e a imaginação crescer.

Augusto e seus livros de ciência preferidos. Foto: Arquivo pessoal.

Telas como apoio ao aprendizado

Para estimular ainda mais as habilidades e a curiosidade do filho, os pais matricularam Augusto em um clube de olimpíadas científicas on-line chamado Amplexo Educação. Lá, as crianças estudam ciência de forma divertida e participam de competições.

Aos 7 anos, Augusto começou a competir e já participou de mais de 10 olimpíadas brasileiras e internacionais, conquistando medalhas de bronze, prata e ouro.

Tudo o que aprende nas aulas on-line, em vídeos e em jogos educativos, ele pratica no dia a dia e nas competições. “Gosto muito de fazer olimpíadas e estudar ciências, tecnologia e mecânica de carros”, conta.

Recentemente, Augusto foi selecionado para a fase global da Olimpíada Copernicus, uma competição internacional de ciência que acontece em Houston, nos Estados Unidos, até esta segunda-feira (26). A competição é para alunos do 3º ao 12º ano com foco em Ciências Naturais, Física e Astronomia.

Augusto conta que ficou muito feliz com a conquista. “Estou animado para fazer a olimpíada, conhecer um carro da Tesla e visitar a Nasa”, diz.

Para ajudar nos estudos, o pai do menino, Raimundo Bezerra, utiliza a inteligência artificial para criar vídeos educativos no estilo de contação de histórias, perguntas e atividades que Augusto responde no papel. Os pais reforçam que as telas são apenas um apoio na educação. Livros, conversas e atividades práticas continuam sendo fundamentais.

“Gosto muito de estudar mecânica de carros, ciências naturais e tecnologia”, conta Augusto. Foto: Arquivo pessoal

Sonhos grandes começam cedo

Augusto também tem um perfil nas redes sociais, cuidado pelos pais (Instagram: @augustodpb). Ele não tem acesso à conta. A ideia da família é guardar suas conquistas em um portfólio.

No perfil, eles pretendem postar vídeos em que Augusto fala sobre ciência. Ele gosta de gravar e, enquanto explica, aprende ainda mais e realiza o desejo de ajudar outras crianças. “Eu gosto de fazer vídeos porque é divertido e ajuda outras crianças a aprenderem”, conta.

Com apoio da família, curiosidade e equilíbrio no uso das telas, Augusto mostra que tecnologia e infância podem caminhar juntas — e segue em direção à realização do seu maior sonho: “salvar o planeta.”